A Ricoh Brasil anunciou André Baron como o novo diretor de sua área de Comunicação Gráfica (RGC). Com 25 anos de experiência no setor, incluindo passagens pela HP e pela gráfica de sua família, Baron assume a liderança de uma divisão que une hardware, software e automação com inteligência artificial.
A movimentação é mais do que uma simples troca de cadeiras. Ela sinaliza a aposta da Ricoh em reposicionar a impressão como um serviço estratégico, e não mais um mero insumo operacional. A tese é que, em um mundo digital, o papel impresso só sobrevive se agregar valor, seja na experiência do consumidor, na segurança da informação ou na eficiência do negócio.
Da tinta ao dado
O discurso de Baron, alinhado à CEO Andrea Klevenhusen, reforça a mudança de paradigma. “A impressão deixou de ser apenas uma etapa operacional”, afirmou o executivo no comunicado. A leitura é que o mercado gráfico não compete mais em volume ou custo por página, mas em aplicações de nicho e alta complexidade. A crescente demanda por personalização, rastreabilidade e segurança abre espaço para soluções que a Ricoh pretende explorar, usando IA para automatizar e otimizar fluxos de trabalho.
O foco em setores como farmacêutico, financeiro e educacional não é acidental. Nessas indústrias, a impressão interna de bulas, documentos confidenciais ou provas, por exemplo, é uma decisão de gestão de risco, não apenas de custo. A capacidade de controlar o processo de ponta a ponta, garantindo a integridade da informação, transforma a gráfica interna em um ativo de segurança e compliance, alinhado também a práticas de ESG.
O desafio de Baron será, portanto, menos tecnológico e mais cultural. A missão é convencer o mercado de que a divisão de impressão não é mais um fornecedor de máquinas, mas um parceiro na transformação de processos críticos. O sucesso dependerá da habilidade em vender soluções de negócio, não apenas caixas de hardware e software.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · TIInside





