O Itaú BBA emitiu um sinal de otimismo para a recém-formada gigante do mercado pet, o grupo Petz Cobasi (AUAU3). Em relatório recente, o banco recomendou a compra da ação, estabelecendo um preço-alvo de R$ 4,70 para 2027 — um potencial de alta de 16,3% sobre a cotação atual de R$ 4,04.
A leitura do banco é que a companhia está no caminho certo para conciliar os desafios de uma fusão complexa com crescimento de receita e, crucialmente, forte geração de caixa. É essa combinação que sustenta a tese de que a empresa pode se tornar uma pagadora de dividendos mais generosa, sem sacrificar os investimentos necessários para sua expansão.
O cálculo por trás do otimismo
A base da análise do BBA está na projeção de que a empresa consiga gerar R$ 350 milhões em caixa até 2027. Esse fôlego financeiro, segundo os analistas, abriria espaço para um aumento de 25% no pagamento mínimo de proventos aos acionistas. A expectativa é que a nova política de alocação de capital seja definida no segundo semestre de 2026.
Para chegar lá, a gestão deve focar em cinco frentes: acelerar investimentos digitais, manter uma expansão disciplinada de lojas físicas, ampliar os serviços de saúde veterinária, integrar a logística e, por fim, aumentar a remuneração aos acionistas. O banco destaca que o processo de integração entre Petz e Cobasi tem sido "notavelmente tranquilo e encorajador", um ponto fundamental que mitiga um dos maiores riscos em qualquer fusão dessa escala.
A sombra dos gigantes digitais
O relatório, contudo, não ignora os riscos. A principal ameaça à tese de investimento vem da concorrência no ambiente digital, especificamente de players como Mercado Livre e Amazon, que possuem escala e logística difíceis de replicar. A Petlove, rival direta do setor, é vista como uma ameaça menor no cenário traçado pelo banco.
Apesar da competição acirrada, a projeção do BBA é que a participação digital da Petz Cobasi avance dos atuais 41% para 45% até 2030. O crescimento se daria dentro de um mercado pet que já movimenta cerca de R$ 60 bilhões anuais no Brasil, indicando que há espaço para a consolidação do novo grupo mesmo diante de adversários poderosos.
A recomendação do BBA funciona, portanto, como um voto de confiança na capacidade de execução da nova gestão. O desafio é duplo: finalizar uma integração complexa e, ao mesmo tempo, defender seu território digital. O prêmio, se a estratégia for bem-sucedida, é a criação de uma companhia que consegue crescer e remunerar bem seu acionista.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Money Times





