A Magazord Digital Commerce, plataforma de e-commerce sediada em Rio do Sul (SC), está injetando R$ 50 milhões numa estratégia de crescimento acelerado. O plano ambicioso visa levar o volume de transações em sua plataforma (GMV) de R$ 2,5 bilhões, registrados em 2025, para R$ 3 bilhões em 2026, segundo informações do portal TIInside.
O movimento busca posicionar a empresa entre os quatro maiores players de infraestrutura para PMEs no e-commerce brasileiro, um campo hoje dominado por nomes como VTEX, Nuvemshop e Tray, da Locaweb. Para isso, a Magazord aposta numa tese dupla: consolidar o mercado por meio de aquisições e, ao mesmo tempo, escalar sua máquina de vendas com crescimento orgânico.
A tese do ecossistema de nicho
A estratégia de crescimento inorgânico da Magazord se assemelha a um playbook de "roll-up", focado em verticais específicas. Desde 2020, a companhia adquiriu a BW Commerce (joias), Braavo! (moda) e Livexa (bem-estar íntimo). A lógica é clara: incorporar empresas com forte presença em nichos rentáveis, mas que enfrentam dificuldades para escalar sozinhas. Uma vez dentro do grupo, elas ganham acesso ao ecossistema completo da Magazord, que inclui de ERP e logística a serviços de crédito, uma vertical que já movimenta mais de R$ 100 milhões anuais.
Em paralelo, a expansão orgânica ganha corpo com a inauguração de um novo escritório em Palhoça, na Grande Florianópolis. O objetivo não é apenas ter mais espaço físico, mas acessar um ecossistema de talentos diferente do Vale do Itajaí para reforçar as áreas comercial, de marketing e de sucesso do cliente. É a construção da força de vendas necessária para sustentar tanto a plataforma principal quanto as verticais recém-adquiridas. Uma nova aquisição está prevista para 2026, reforçando a aposta na consolidação.
Enquanto os gigantes do setor disputam o mercado de forma horizontal, a Magazord constrói uma federação de especialistas. O desafio será integrar essas operações e culturas distintas sem diluir a expertise de nicho que as tornou valiosas. A execução deste plano, mais do que o capital, definirá se a empresa catarinense conseguirá, de fato, se sentar à mesa com os líderes do e-commerce nacional.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · TIInside





