O Peacock, serviço de streaming da NBCUniversal, vai aumentar novamente os preços de seus planos nos Estados Unidos. A partir de 18 de agosto para novos assinantes, os valores subirão em até US$ 3 por mês. O plano Premium com anúncios, por exemplo, passará de US$ 10,99 para US$ 12,99, enquanto a opção Premium Plus, sem publicidade, saltará de US$ 16,99 para US$ 19,99.

Este é o segundo reajuste da companhia em pouco mais de um ano, consolidando um movimento que varre toda a indústria. A era do streaming subsidiado, com preços artificialmente baixos para conquistar assinantes a qualquer custo, parece ter chegado ao fim. Agora, o foco de players como Peacock, Disney+ e Max é um só: encontrar um caminho para a lucratividade e fazer a operação parar em pé financeiramente.

Da guerra por assinantes à guerra por margem

A chamada “guerra do streaming” entrou em uma nova fase. Se antes a métrica de sucesso era o crescimento exponencial da base de usuários, agora o mercado e os investidores cobram rentabilidade. O Peacock, que por muito tempo foi um player secundário em relação a gigantes como Netflix e Disney+, agora segue o manual da concorrência: uma vez consolidada a base, o passo seguinte é extrair mais valor de cada usuário.

Para o consumidor, a promessa original de “cortar o cabo” da TV por assinatura e economizar está se tornando mais complexa. A soma de múltiplas assinaturas individuais — Netflix, Max, Disney+, Peacock, entre outras — começa a rivalizar com o custo dos antigos pacotes de TV paga. Isso força uma reavaliação do orçamento doméstico e levanta a questão sobre qual será o ponto de saturação do mercado e quantos serviços um consumidor médio está disposto a manter.

O movimento do Peacock é mais um dado que confirma o fim de uma era. A questão que fica no ar não é se outros serviços seguirão o exemplo, mas como os consumidores reagirão quando a carteira de streaming, antes um símbolo de economia e liberdade, se tornar um fardo financeiro comparável ao sistema que veio para substituir.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · The Verge