Outubro, com suas noites mais longas e o clima místico do Halloween, pode ser o ápice do consumo de terror para muitos. Contudo, um estudo recente da Samsung Ads Brasil, em parceria com a Offerwise, desmistifica a ideia de que o medo é sazonal no país. Em um período de apenas seis meses, os brasileiros dedicaram mais de 20,1 milhões de horas à maratona de filmes e séries de terror e suspense em suas televisores conectadas. Este número não é um mero detalhe estatístico; ele reflete um apetite robusto e constante pelo gênero, que transcende as celebrações de fim de ano.
O levantamento abrangeu 5,9 milhões de Smart TVs no Brasil, representando 23% da base total de televisores conectados no país, estimada em 26,2 milhões. A análise considerou tanto a programação da TV linear quanto o conteúdo acessado via aplicativos de streaming, incluindo a plataforma Samsung TV Plus. O público que se aventura pelas tramas de suspense e horror demonstrou um engajamento ainda maior com seus dispositivos: em média, esses espectadores utilizam 4,6 aplicativos por mês em cada TV, um índice 3% superior à média geral de usuários de TVs conectadas. Essa dedicação se traduz em um tempo de tela significativo, sublinhando a força do gênero em prender a atenção do espectador.
O Consumo em Detalhes: Streaming versus TV Linear
A pesquisa aprofunda a análise ao segmentar as preferências de consumo. Cerca de 60% da audiência de terror e suspense opta por serviços de streaming para saciar sua sede por adrenalina e mistério. Em contrapartida, 48,4% prefere a familiaridade da TV linear. Curiosamente, este último grupo exibe um consumo 64% maior em comparação com a base total de televisores conectados, sugerindo que a programação linear ainda detém um poder considerável para cativar audiências, especialmente quando se trata de gêneros com forte apelo narrativo e visual como o terror.
A Samsung Ads Brasil aponta que essa dicotomia entre streaming e TV linear não é necessariamente uma rivalidade, mas sim um reflexo da diversidade de hábitos de consumo na era digital. Ambas as plataformas oferecem caminhos distintos para acessar o vasto universo do terror, seja pela conveniência e vasto catálogo do streaming, ou pela curadoria e experiência de assistir em tempo real da TV linear. O importante é que, independentemente do meio, o gênero continua a prosperar e a conquistar um espaço relevante na rotina dos brasileiros.
O Impacto Cultural e Comercial do Halloween
Além da pura paixão pelo gênero, o estudo da Samsung Ads Brasil também lança luz sobre o potencial comercial e cultural do Halloween no país. A pesquisa indica que 73% dos usuários que participaram do estudo se sentiram mais propensos a realizar uma compra após assistir a um comercial temático de Halloween. Essa predisposição demonstra como a ambientação criada pelas marcas durante este período pode ser um catalisador eficaz para o engajamento do consumidor.
Não é apenas uma questão de impulso de compra; a publicidade temática de Halloween parece ressoar mais profundamente com o público. Uma impressionante maioria de 82% dos entrevistados acredita que a publicidade relacionada ao Dia das Bruxas intensifica o clima festivo, enquanto 80% concorda que as marcas que se associam à data com produtos temáticos ganham maior destaque e memorabilidade. Isso sugere que o Halloween, para além de uma celebração importada, tornou-se um ponto de conexão cultural e comercial onde marcas podem se destacar de forma criativa e relevante.
A TV como Palco de Experiências Compartilhadas
O período do Halloween, com sua natureza intrinsecamente social, também reforça o papel da televisão como um eixo central para experiências compartilhadas. Setenta e sete por cento dos entrevistados afirmaram que a TV é o dispositivo que mais reúne pessoas para momentos coletivos, como assistir a um filme de terror. Essa dinâmica de assistir em grupo é ainda mais acentuada quando se trata de produções aterrorizantes: 83% prefere compartilhar o medo com outras pessoas, e 70% escolhe a Smart TV como o aparelho ideal para essa ocasião, reunindo amigos e familiares.
Essa constatação é particularmente relevante no contexto atual, onde a busca por conexões e experiências compartilhadas se torna cada vez mais valiosa. A televisão, em sua capacidade de agregar pessoas em torno de uma tela, transcende sua função de mero entretenimento para se tornar um facilitador de rituais sociais. Seja para celebrar o Halloween ou para simplesmente desfrutar de um bom filme de suspense, a TV se consolida como o ponto de encontro virtual e físico para momentos de lazer coletivo.
Perguntas em Aberto e o Futuro do Medo
A análise da Samsung Ads Brasil nos oferece um panorama fascinante sobre o consumo de terror e suspense no Brasil, mas também levanta questões sobre o futuro desse mercado. O que mais impulsiona essa 'febre do medo' para além do entretenimento? Como as plataformas de conteúdo e as marcas continuarão a inovar para capturar e reter essa audiência engajada? A crescente popularidade do gênero sugere que o terror não é apenas um nicho, mas uma força cultural e comercial significativa, cujo potencial ainda está sendo plenamente explorado.
O estudo aponta para um cenário onde o medo, longe de ser um mero passatempo, se configura como um motor de engajamento, uma ferramenta de conexão social e um vetor de oportunidades comerciais. À medida que as plataformas evoluem e o público se torna cada vez mais sofisticado em suas demandas, o gênero de terror e suspense promete continuar a assombrar e encantar os lares brasileiros, consolidando seu lugar no imaginário coletivo e nas estratégias de mercado.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Canaltech





