A narrativa de que a inteligência artificial automatizaria a cibersegurança até a irrelevância está se provando um equívoco. Na prática, o avanço da IA está, paradoxalmente, impulsionando a demanda por proteção digital, criando um mercado mais complexo e valioso. A expectativa é que o setor de cibersegurança cresça mais de 12,5% em 2026, atingindo um valor global de aproximadamente US$ 240 bilhões.
O movimento é de dupla face. De um lado, a proliferação de copilotos, agentes autônomos e integrações com modelos de linguagem expande drasticamente a superfície de ataque das empresas. Novos fluxos de dados e pontos de acesso criam vulnerabilidades inéditas. Do outro, agentes mal-intencionados já utilizam as mesmas ferramentas de IA para acelerar e sofisticar ataques, inaugurando uma nova era na corrida armamentista digital.
Gato e rato com esteroides
A leitura do mercado, segundo análise da Global X reportada pelo Money Times, é que a recente volatilidade nas ações de empresas de cibersegurança foi mais influenciada pelo receio de uma disrupção que não se materializou do que por uma deterioração dos fundamentos. A realidade é que as plataformas consolidadas estão bem posicionadas para absorver a inovação, integrando IA em suas soluções de segurança de identidade, nuvem e dados.
A aposta é que a IA não substituirá o setor, mas se tornará uma camada de custo e oportunidade dentro dele. Projeções indicam que a segurança baseada em agentes de IA pode responder por 15% dos orçamentos de cibersegurança até 2029, quase o triplo do nível atual. Para investidores, o tema se torna acessível por meio de ETFs como o BUG e o CIBR, com a BDR BBUG39 disponível no Brasil.
Ainda que represente apenas 4% dos gastos totais com tecnologia da informação, a segurança digital se firma cada vez mais como uma função estratégica, não apenas um custo. Em uma economia digital e dependente de IA, a proteção deixa de ser um item de checklist para se tornar um pilar de sustentação do próprio negócio, sugerindo um espaço relevante para expansão contínua.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Money Times



