Em um jantar ocorrido anos atrás, o bilionário Bill Ackman ouviu uma confissão surpreendente de Warren Buffett. Ao oferecer água ao lendário investidor, a resposta foi um polêmico: "Bill, eu não bebo água há 48 anos". A declaração, compartilhada recentemente por Ackman em um podcast, lança luz sobre um dos hábitos mais peculiares do ícone de Omaha, que aos 96 anos vive à base de cinco latas diárias de Coca-Cola e uma dieta repleta de fast food e doces.

A revelação de Buffett, que remontaria a pelo menos a década de 1970, desafia noções convencionais de saúde e hidratação. O próprio Buffett já brincou em 2015 que era "um quarto Coca-Cola", dada a proporção que a bebida representava em suas calorias diárias. Essa relação simbiótica com o refrigerante não é novidade: ele é um dos maiores acionistas da Coca-Cola, tendo construído uma participação de cerca de 9% que se valorizou espetacularmente ao longo das décadas.

O que essa preferência extrema por refrigerantes e aversão à água dizem sobre um dos homens mais ricos e bem-sucedidos do mundo? A dieta de Buffett, que inclui café da manhã no McDonald's, cachorros-quentes, batatas fritas, pipoca, biscoitos e sorvete, é tão icônica quanto seus investimentos. Empresas como See's Candies e Dairy Queen, além de participações em Kraft Heinz, refletem essa afinidade por produtos que agradam ao paladar infantil — um tema recorrente em sua vida e nos negócios que escolheu construir.

Essa escolha de estilo de vida, embora incomum, não parece ter prejudicado sua longevidade ou sua capacidade de gerar riqueza ao longo de mais de seis décadas à frente da Berkshire Hathaway. A questão que fica é se o hábito de Buffett é uma excentricidade isolada de uma constituição genética privilegiada ou um lembrete de que, para ele, a Coca-Cola representa mais do que uma bebida — é um símbolo de sua abordagem única e resiliente à vida e aos negócios.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Business Insider