A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma força transformadora em diversos setores, e a educação não é exceção. No Brasil, a Cogna Educação, um dos maiores ecossistemas educacionais do país, tem buscado ir além do entusiasmo em torno da IA para focar em resultados tangíveis. Igor Freitas, sócio e vice-presidente de Tecnologia da Informação da Cogna, ressaltou a importância de mensurar o valor real dessas iniciativas, especialmente em um contexto de escala operacional que envolve milhões de jornadas individuais.
A Cogna, com 26 mil colaboradores e 61 marcas ativas, administra desde o ensino básico até o superior, atendendo a uma vasta gama de estudantes e instituições. Para Freitas, a implementação de soluções preditivas e generativas exige uma governança rigorosa, capaz de traduzir a inovação em ganhos concretos de produtividade e diferenciação competitiva. "A gente precisa entender que qualquer iniciativa de inteligência artificial na nossa esfera necessariamente precisa estar associada à eficiência operacional ou ao crescimento do negócio. Portanto, superar o ciclo de expectativas da ferramenta exige métricas claras e disciplina arquitetural", afirmou durante o TI Inside Innovation Forum 2026.
A estratégia de IA da Cogna é desenhada a partir de uma abordagem agnóstica e estruturada em camadas. A organização foca no conceito agêntico e na consolidação de produtos de dados com camadas semânticas bem definidas. Isso garante que a automação inteligente apoie processos complexos, reduza tempos de resposta e impulsione a captação e o engajamento estudantil. O impacto direto dessa arquitetura reflete na experiência do estudante e na fluidez das rotinas acadêmicas e administrativas. A otimização de fluxos críticos permite que processos de grande volume ganhem agilidade sem perder a qualidade no atendimento final.
"Toda iniciativa vem com uma quantidade importante de savings sobre recursos alocados em determinados processos e jornadas, principalmente no conceito agêntico. Olhamos também o custo efetivo líquido e os créditos de parceiros de cloud, que corroboram e sustentam o custo total da operação", explicou Freitas, ao detalhar os indicadores financeiros e operacionais que orientam os investimentos em tecnologia na companhia. Essa busca por eficiência não apenas otimiza o uso de recursos, mas também fortalece o posicionamento institucional da holding e expande sua capacidade de inovação.
O modelo adotado pela Cogna permite dimensionar o orçamento de TI com previsibilidade, otimizar o uso de infraestrutura em nuvem e reaproveitar componentes tecnológicos entre as diversas marcas do grupo. Essa resiliência operacional e escalabilidade são cruciais para as próximas fases de crescimento. A evolução contínua do mercado educacional aponta para uma integração cada vez mais profunda entre inteligência preditiva, dados estruturados e tomada de decisão estratégica. Para o futuro, a holding reforça seu compromisso com a transformação digital consciente, mantendo o foco na entrega de valor duradouro. "Para a tecnologia performar de maneira adequada, precisamos de uma estratégia bem definida, dados qualificados e building blocks bem construídos, unindo a inteligência agêntica à visão humana", concluiu Freitas.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · TIInside





