A CSN confirmou ao mercado que recebeu propostas vinculantes pela sua unidade de cimentos, avançando em um dos desinvestimentos mais aguardados do setor industrial brasileiro. Em fato relevante, a empresa de Benjamin Steinbruch afirmou que analisa as ofertas, sem nomear os proponentes.

O movimento é peça-chave no plano de desalavancagem da siderúrgica. A venda integral da CSN Cimentos, com um valor estimado que pode ultrapassar os R$ 10 bilhões, não apenas injetará caixa, mas também redesenhará as forças no competitivo mercado de insumos para construção civil.

A disputa estratégica

Segundo reportagem da agência Reuters, a disputa opõe gigantes. De um lado, a chinesa Huaxin, buscando uma entrada robusta no mercado brasileiro. Do outro, um consórcio formado pela líder nacional Votorantim e a italiana Cementir, que consolidaria ainda mais sua posição. O grupo brasileiro Polimix também estaria no páreo, adicionando um elemento local à competição.

Para a CSN, o critério é o cheque que melhor contribui para abater sua dívida. Para os compradores, a aquisição representa um salto em escala e participação de mercado num setor cíclico, mas fundamental para a infraestrutura do país. A transação é um termômetro da confiança de investidores, locais e estrangeiros, na economia brasileira.

A expectativa da CSN, segundo declarações anteriores de sua diretoria financeira, é concluir a venda ainda no terceiro trimestre. A decisão, portanto, é iminente. Mais do que uma transação financeira, a escolha do comprador definirá a nova dinâmica de poder em um dos pilares da indústria nacional.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · InfoMoney