A Dasa (DASA3) deu um passo significativo em sua estratégia de expansão com a inauguração de um novo Núcleo Técnico Operacional (NTO) em Brasília. A unidade, com impressionantes 4.500 metros quadrados, tem capacidade inicial para processar 2,4 milhões de exames anualmente, com potencial para dobrar esse volume para 5 milhões sem a necessidade de novas obras. Este movimento visa impulsionar a receita de apoio laboratorial (B2B) e ampliar a capacidade de processamento da sua marca própria, Exame.

Expansão estratégica no Centro-Oeste

A nova instalação em Brasília se posiciona como um polo estratégico para a Dasa, servindo como referência para o processamento de exames nas regiões Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste. Com a operação envolvendo 200 profissionais, a unidade abrange mais de 400 municípios e atende a mais de 2 milhões de pacientes por ano, além de prestar serviços a mais de 1.000 laboratórios parceiros. Este movimento se alinha à estratégia da Dasa de aproximar o processamento dos locais de coleta, uma iniciativa que conta com o apoio de fornecedores como a Roche para a renovação tecnológica. A expectativa é que essa proximidade com os clientes da região permita à Dasa capturar uma fatia maior do mercado, especialmente entre laboratórios que hoje terceirizam apenas parte de seus exames devido a restrições de prazo.

Dupla aposta: B2B e marca própria

O novo centro técnico em Brasília representa um investimento substancial na duplicação da capacidade de processamento, beneficiando tanto o segmento B2B quanto a marca própria Exame, que conta com 76 unidades na região. A Dasa busca, com esta iniciativa, aumentar a eficiência logística e reduzir custos, ao mesmo tempo em que eleva a produtividade por meio de equipamentos modernos. O presidente-executivo da companhia, Rafael Lucchesi, destacou que a unidade de Brasília é o maior projeto individual entregue até agora, parte de um programa maior de modernização que prevê a renovação de 18 NTOs em todo o país até 2027. A empresa não descarta replicar o modelo da capital federal em outras regiões, caso a demanda por serviços B2B se mostre suficientemente forte.

Oportunidades no mercado laboratorial

Embora o ticket médio do negócio de apoio laboratorial (B2B) tenha sido de R$6,70 no primeiro semestre, inferior aos R$34,20 da divisão ambulatorial, o volume de exames processados no B2B avançou 16,7% no período, superando o crescimento de 6,2% no segmento B2C. Lucchesi ressaltou a importância do B2B como uma avenida de crescimento para a Dasa, embora reforce que o B2C continuará sendo o principal negócio, dada a forte presença da companhia com marcas próprias nas principais praças e o relacionamento com operadoras de saúde.

Perguntas em aberto

A expansão em Brasília levanta questões sobre a capacidade da Dasa de replicar este modelo em outras regiões e a velocidade com que o mercado B2B laboratorial pode crescer no Brasil. A estratégia de centralização e modernização dos NTOs, embora promissora em termos de eficiência e alcance, exigirá uma gestão logística apurada para garantir a qualidade e a agilidade no atendimento. O sucesso da Dasa em consolidar sua posição nessas novas fronteiras geográficas e segmentos de mercado dependerá da sua capacidade de adaptação e da resposta dos concorrentes e parceiros.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Money Times