O dólar à vista (USDBRL) avançou 1,10% nesta terça-feira, fechando a R$ 5,0530. O movimento refletiu um dia de fortalecimento global da moeda americana — com o índice DXY em alta — e maior cautela local diante de oscilações captadas por novas sondagens eleitorais, além de incertezas no front geopolítico.
Segundo o Money Times, investidores reagiram à leitura de uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que sinalizou mudanças no cenário testado de segundo turno e na percepção do eleitorado. Em ambientes de maior incerteza política, participantes de mercado tendem a exigir prêmio adicional de risco, o que se traduz em real mais fraco e abertura dos vértices longos da curva de juros.
Incerteza geopolítica global
No exterior, o impasse entre Washington e Teerã e os riscos associados ao Estreito de Ormuz adicionaram volatilidade aos contratos de petróleo e favoreceram a busca por ativos de refúgio, como o dólar. Em geral, a elevação da tensão no Oriente Médio reforça a aversão ao risco, penalizando moedas de emergentes e ativos de maior beta.
Impactos na curva de juros
O estresse no câmbio contaminou a curva doméstica de DIs. As taxas para 2031 e 2036 avançaram 17 pontos-base, refletindo a incorporação de um custo de oportunidade mais alto no financiamento de longo prazo e a dificuldade de ancorar expectativas num ambiente com ruído político e choques externos.
O que observar
No curto prazo, o foco segue em novas leituras das pesquisas eleitorais e na evolução das tensões no Oriente Médio, sobretudo seus efeitos sobre petróleo e o dólar global. O mercado monitora se o estresse é reação pontual a notícias ou o início de uma tendência mais prolongada de aversão ao risco.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Money Times — Mercados





