As eleições de 2026 consolidaram uma tendência de expansão política familiar, com 22 casais conquistando assentos em cargos executivos e legislativos em todo o país. A estratégia, que envolve o compartilhamento de votos e apoio mútuo, rendeu frutos significativos, com o Partido Liberal (PL) liderando a lista de eleitos, com oito duplas, seguido pelo MDB, com três, e PSDB e PP, com dois casais cada. Outros partidos como Podemos, União Brasil, PSB, Republicanos, PCdoB e PV também viram casais se elegerem, alguns em coligações.
Famílias em Destaque
A consolidação dessa tática é evidenciada em diversos estados. Em Alagoas, o PSDB elegeu JHC para o governo e sua esposa, Marina JHC, para o Senado. No Amapá, Dr. Furlan (PSD) venceu a disputa pelo governo, enquanto sua esposa, Rayssa Furlan (Podemos), garantiu uma cadeira no Senado. No Paraná, Sergio Moro e Rosangela Moro, ambos do PL, conquistaram mandatos simultâneos: ele para o governo do estado e ela como deputada federal. Já no Pará, Daniel Santos (Podemos) foi eleito governador, e sua esposa, Alessandra Haber (Podemos), reelegeu-se deputada federal.
Figuras Polêmicas e Reeleições
A rodada eleitoral de 2026 também consagrou casais cujos membros enfrentaram controvérsias judiciais. No Pará, Antônio Doido (MDB) foi reeleito deputado federal, enquanto sua esposa, Andréa Dantas (MDB), conquistou vaga na Assembleia Legislativa, apesar de o parlamentar ter sido alvo de buscas da Polícia Federal em 2025. No Paraná, o delegado Fernando Francischini (PL), que teve o mandato cassado em 2021 por disseminar desinformação sobre urnas, foi eleito deputado federal, enquanto sua esposa, Flávia Francischini (PL), reelegeu-se deputada estadual.
Ampliação da Tática pelo Brasil
A estratégia de "dobradinhas" familiares se espalhou por todo o país. No Pará, Renilce Nicodemos (MDB) renovou seu mandato em Brasília, e o marido, Neném Albuquerque (MDB), foi eleito para a Assembleia Legislativa. No Tocantins, Eduardo Fortes e Kátia Chaves (Republicanos) foram eleitos para a Assembleia Legislativa. Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) elegeu-se senador, abrindo caminho para o primeiro mandato da esposa, Virginia Mendes, na Câmara Federal. Em São Paulo, Paulo Serra (PSDB) elegeu-se deputado federal, enquanto a esposa, Ana Carolina Serra (PSDB), obteve a reeleição estadual por uma margem de apenas 15 votos.
Reflexos e Impactos
A consolidação de casais eleitos levanta questões sobre a dinâmica do voto familiar e seu impacto na representatividade política. A concentração de poder em núcleos familiares pode gerar redes de influência e cooptação, mas também pode ser vista como uma forma de otimização de recursos e captação de votos em bases eleitorais específicas. A diversidade de partidos envolvidos sugere que a tática não é exclusiva de uma única corrente ideológica, mas uma estratégia adaptativa ao cenário político brasileiro. A análise futura deverá observar como essas duplas atuarão em seus respectivos parlamentos e se essa tendência se fortalecerá em futuras eleições.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Money Times





