A mais recente tentativa da NCAA de mover o futebol masculino da Divisão I para um calendário de outono a primavera está fadada ao fracasso após centenas de escolas rejeitarem a proposta. Pelo menos 241 instituições votaram contra o plano de dois semestres, aprovado pelo Gabinete da Divisão I da NCAA em outubro, segundo reportagem do Goal. O atual calendário do futebol universitário masculino ocorre de agosto a dezembro. Defensores da mudança argumentam que o cronograma atual não oferece tempo suficiente para descanso e recuperação entre partidas e viagens.
O Fim da Proposta
A proposta visava iniciar os jogos em agosto, estendendo-se até o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving), com uma pausa de inverno e retomada em fevereiro, culminando em um campeonato de primavera. O objetivo era alinhar o calendário universitário com o europeu e o novo formato da MLS. No entanto, o Gabinete da Divisão I não obteve o apoio interno necessário – 75% de aprovação – para aprovar a nova proposta diretamente. Isso desencadeou uma janela de 30 dias para que todas as escolas da Divisão I pudessem votar contra o plano, mesmo aquelas sem um time de futebol masculino universitário. A oposição precisava de dois terços das instituições da Divisão I, ou 241 escolas, para derrubar a mudança, número que foi atingido na quinta-feira.
Resistência e Críticas
A forte rejeição veio de escolas que não possuem programas de futebol masculino universitário. O técnico do Maryland, Sasho Cirovski, um forte apoiador da proposta, observou que 41 dos votos mais recentes contra o plano vieram de instituições sem esse esporte. Brian Barrio, diretor atlético da Florida Gulf Coast, criticou a proposta como "mal concebida" e argumentou que ela foi elaborada "sem qualquer consideração pelo impacto em nossos outros atletas que compartilham instalações e equipes de apoio" com o futebol masculino. Ele enfatizou a necessidade de os diretores atléticos pensarem em outros 15 a 30 esportes, não apenas no futebol.
Apoio de Clubes de Elite
Apesar da votação contrária, escolas com programas de futebol masculino de destaque em geral apoiam o novo calendário. Instituições bem ranqueadas como Portland, Louisville, West Virginia, Maryland, Wake Forest e North Carolina expressaram opiniões favoráveis. O técnico do Clemson, Mike Noonan, afirmou que "os dados mostram claramente que o modelo atual não atende aos melhores interesses do bem-estar ou desenvolvimento do atleta universitário". Outros técnicos, como Ryan Pore, da University of Missouri-Kansas City, e Jared Embick, de Akron, também manifestaram apoio, acreditando que a mudança é um passo necessário para o futuro do esporte e para colocar os atletas universitários em primeiro lugar.
Perguntas em Aberto e Futuro do Calendário
Apesar do revés, a discussão sobre a melhoria do calendário do futebol universitário está longe de terminar. Técnicos como Cirovski já sugeriram soluções alternativas, como a criação de uma divisão separada para escolas que desejam o calendário de outono a primavera, semelhante ao modelo FBS e FCS no futebol americano universitário. A NCAA e as instituições de ensino superior continuarão a debater os melhores caminhos para o desenvolvimento do esporte, o bem-estar dos atletas e a gestão eficiente dos recursos, indicando que novas propostas podem surgir no futuro.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Front Office Sports





