Lançado em agosto de 2025, o ETF AMAB11, gerido pela BTG Asset, demonstrou uma forte tração inicial ao captar R$ 66,27 milhões em patrimônio nos seus dois primeiros meses de negociação, atraindo 513 cotistas. Com cotas a partir de R$ 10 na B3, o fundo tem como objetivo democratizar o acesso a investimentos ligados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. A proposta central do AMAB11 é oferecer, através de um único ativo, uma carteira diversificada de títulos de renda fixa atrelados a empresas e projetos com relevância econômica na região.
O que compõe o AMAB11?
O AMAB11 acompanha o Teva Amazônia Index e concentra a maior parte de sua carteira em debêntures. Na sua constituição inicial, aproximadamente 85% dos recursos estavam alocados em títulos de dívida de 20 empresas com forte atuação na Amazônia Legal. Complementarmente, 10% foram destinados a títulos públicos federais e 5% a Amazon Bonds, títulos de dívida classificados como financiamento sustentável. A área geográfica coberta pelo índice abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. É importante notar que o AMAB11 não é um fundo de ações, mas sim um ETF de renda fixa focado em debêntures de setores como energia, saneamento, telecomunicações, saúde e educação.
A parceria com o BID e o selo "Amazônia Para Todos"
O desenvolvimento do AMAB11 contou com a parceria estratégica do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que permitiu ao fundo utilizar a marca da iniciativa "Amazônia Para Todos". Segundo o BTG, esta foi a primeira vez que um ETF recebeu tal licença. A iniciativa do BID visa impulsionar o capital privado para projetos que promovam o desenvolvimento econômico, a inclusão social e a preservação ambiental na região amazônica. O AMAB11 surge, portanto, como um instrumento financeiro que capitaliza duas tendências de mercado em ascensão: a popularização dos ETFs e a crescente procura por investimentos com foco em impacto socioambiental.
Estrutura e tributação do ETF
A proposta de valor do AMAB11 reside na sua estrutura, que permite ao investidor adquirir uma única cota na B3, evitando a necessidade de montar uma carteira individualmente com diversas debêntures. A taxa de administração anual é de 0,40%, sem cobrança de come-cotas. O Imposto de Renda sobre o ganho de capital na venda das cotas é de 15%, uma estrutura tributária que o diferencia de alguns fundos tradicionais de renda fixa. A liquidação das vendas ocorre em D+1, oferecendo agilidade aos investidores.
A expansão dos ETFs no Brasil
O lançamento do AMAB11 ocorreu em um contexto de notável expansão da indústria de ETFs no Brasil. Em meados de 2025, a B3 já contava com mais de 200 fundos de índice listados, demonstrando o crescente interesse de investidores e gestoras. O próprio BTG tem expandido sua atuação neste mercado, partindo de R$ 1 bilhão sob gestão em ETFs em dezembro de 2024 e apresentando um crescimento acelerado no segmento, que hoje conta com mais de 30 fundos de índice em seu portfólio. A atratividade do AMAB11, com seu foco em sustentabilidade, alinha-se a essa tendência de diversificação e busca por investimentos com propósito.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Money Times





