O Parlamento Europeu aprovou um pedido para aumentar os fundos destinados ao combate à falsificação de euros. A proposta, que visa aprimorar as medidas de prevenção contra novas ameaças, como o uso de inteligência artificial (IA) para criar dinheiro falso e os riscos associados ao futuro euro digital, prevê a alocação de 7,8 milhões de euros entre 2028 e 2034. Esta iniciativa, aprovada com ampla maioria em Estrasburgo, representa um acréscimo de aproximadamente 811.000 euros em relação à proposta inicial da Comissão Europeia para o programa ‘Pericles V’.

Novas Ameaças Digitais e o Euro Falso

O programa ‘Pericles V’ é fundamental para a formação de policiais e especialistas, bem como para o intercâmbio de informações e a cooperação entre autoridades na detecção e prevenção da falsificação da moeda comum europeia. Os eurodeputados enfatizam que as ações de combate não devem se limitar aos métodos tradicionais de falsificação de bilhetes e moedas. É crucial que as medidas também abordem as novas técnicas de fraude, especialmente aquelas que empregam ferramentas de inteligência artificial para produzir falsificações mais sofisticadas e para contornar os sistemas de detecção existentes.

IA como Ferramenta e Ameaça

Além de combater o uso da IA por falsificadores, o Parlamento Europeu também reconhece o potencial da própria inteligência artificial para aprimorar as investigações e análises técnicas. A proposta visa capitalizar as capacidades da IA para identificar dinheiro falsificado com maior precisão e eficiência. Adicionalmente, o texto legislativo propõe estender a proteção às potenciais ameaças contra o futuro euro digital, uma moeda que ainda está em fase de desenvolvimento e que trará novos desafios em termos de segurança e prevenção de fraudes.

Supervisão e Transparência Reforçadas

Para além do incremento de recursos, o Parlamento Europeu exige uma supervisão mais rigorosa do programa. A proposta inclui a consulta periódica da Comissão Europeia aos Estados-membros e a organismos cruciais como o Banco Central Europeu (BCE), Europol e Eurojust, a fim de coordenar as ações financiadas. A demanda por transparência se manifesta na exigência de que o Executivo comunitário apresente um relatório anual ao Parlamento, ao Conselho e ao BCE. Este relatório detalhará as atividades realizadas, os fundos empregados e as entidades participantes, fortalecendo o acompanhamento das ajudas concedidas.

Próximos Passos e Negociações

A posição agora adotada pelo Parlamento Europeu servirá como base para as negociações com os governos dos países da União Europeia. A definição das novas regras do programa ‘Pericles V’ dependerá da postura que o Conselho estabelecer em relação aos valores do próximo orçamento comunitário para o período de 2028 a 2034. A aprovação final do financiamento estará, portanto, atrelada às decisões orçamentárias mais amplas da UE.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España