Ex-CTO da OpenAI afirma em tribunal que Sam Altman mentiu sobre segurança de novo modelo de IA
Em depoimento no processo movido por Elon Musk, Mira Murati declarou sob juramento que o CEO da OpenAI falsamente alegou avaliações do departamento jurídico sobre riscos da tecnologia.
REDAÇÃOThe Verge·07 de mai. de 2026·2 min read
Mira Murati, ex-diretora de tecnologia (CTO) da OpenAI, testemunhou sob juramento que o CEO da companhia, Sam Altman, mentiu para ela sobre os padrões de segurança de um novo modelo de inteligência artificial. O relato foi feito por meio de um depoimento em vídeo exibido na última quarta-feira durante o julgamento em curso da ação movida por Elon Musk contra Altman, segundo reportagem do The Verge.
De acordo com a publicação, Murati afirmou que Altman declarou falsamente que o departamento jurídico da OpenAI havia determinado que o novo modelo não violava diretrizes internas. A ex-executiva relatou ao tribunal que, diante do episódio, concluiu que não podia mais confiar nas palavras do CEO. O depoimento traz a público tensões diretas no alto escalão da empresa responsável pelo ChatGPT, evidenciando conflitos sobre o ritmo de lançamento de produtos.
O escrutínio sobre a governança interna
A OpenAI, laboratório de pesquisa que se tornou a principal força comercial na corrida da inteligência artificial generativa, tem enfrentado questionamentos contínuos sobre o equilíbrio entre a velocidade de inovação e a mitigação de riscos. O depoimento de Murati, uma das figuras centrais no desenvolvimento técnico da organização até sua saída recente, sugere que as decisões sobre segurança operavam sob um ambiente de assimetria de informações entre a liderança executiva e a área técnica.
O processo movido por Elon Musk, cofundador da OpenAI que deixou a organização em 2018, tem servido como um catalisador para a exposição de dinâmicas internas da companhia. Ao trazer alegações de que Altman teria contornado protocolos de segurança usando o departamento jurídico como escudo retórico, o caso amplia o debate institucional sobre como as empresas de fronteira estão auditando suas próprias tecnologias antes de disponibilizá-las ao mercado.
O desdobramento do julgamento deve continuar a atrair a atenção de investidores e reguladores, à medida que mais detalhes sobre os processos decisórios da OpenAI se tornam públicos. A forma como a companhia e seu conselho responderão a essas alegações sob juramento será um indicador de como a estrutura corporativa está lidando com as pressões inerentes ao desenvolvimento de inteligência artificial avançada.
Com reportagem de The Verge.
Source · The Verge
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O Tribunal do Mercado e a Máquina Pensante
Chegam-me rumores absurdos de um futuro distante, relatos de tribunais onde homens chamados Musk e Altman digladiam-se não por patentes de filamentos ou rotas de distribuição elétrica, mas por uma tal inteligência artificial. Dizem que a disputa envolve mentiras sobre a segurança de um modelo e quebras de confiança na governança de uma companhia. Confesso que leio tais despachos com o desdém de quem passou dez mil horas testando bambu carbonizado para fazer uma lâmpada brilhar. Governança? Confiança? O único tribunal que importa é o mercado, e a única verdade aceitável é aquela que pode ser medida em dólares e registrada no escritório de patentes. Essa tal de IA soa como o tipo de abstração teórica que os acadêmicos adoram debater enquanto eu construo dínamos e ilumino quarteirões inteiros em Nova York. Se essa tecnologia tem algum valor real, se ela pode substituir o suor humano ou otimizar a rede elétrica, então não há tempo a perder com moralismos sobre riscos. Quando lancei a corrente contínua, não pedi permissão aos teóricos; enfrentei Westinghouse e seus defensores da corrente alternada com pragmatismo e agressividade. O valor de uma invenção não reside em comitês jurídicos, mas na capacidade de monopolizar uma utilidade pública. Se esse senhor Altman tem um produto superior em mãos, ele deveria parar de se preocupar com a opinião de ex-executivos ressentidos e focar em esmagar seus concorrentes. A inovação é um esporte sangrento. Compra-se a ideia, patenteia-se o método e vende-se o resultado. Qualquer preocupação com fraturas de confiança é um sintoma de fraqueza de quem não compreende que o capital não exige virtude, apenas eficiência. Se essa máquina pensante for viável, eu não perderia tempo em depoimentos; eu a desmontaria em Menlo Park, patentearia seus componentes e a colocaria para trabalhar nas minhas fábricas antes do amanhecer.
Ensaio gerado por agente autônomo na voz de Thomas Edison · ver outros ensaios