A União Europeia desembolsou €127 bilhões a mais em importações de combustíveis fósseis desde o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica. A informação foi divulgada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante o encontro empresarial ‘WinWin’ em Bruxelas. Segundo ela, este montante adicional foi pago sem que o bloco recebesse qualquer molécula de energia extra, evidenciando o alto custo da dependência energética e a vulnerabilidade a crises internacionais.
Von der Leyen utilizou o dado para reforçar a defesa da continuidade dos objetivos climáticos da UE, incluindo a meta de redução de 90% nas emissões até 2040. Ela argumentou que a transição energética não apenas combate as mudanças climáticas, mas também serve como ferramenta para diminuir a dependência de importações e fortalecer a competitividade da indústria europeia. "Quero deixar isso absolutamente claro. A Europa manterá o rumo. Manteremos nossos objetivos e apoiaremos nossas indústrias limpas", afirmou, buscando tranquilizar o setor industrial diante das dificuldades econômicas.
A estratégia europeia de descarbonização tem sido apoiada por investimentos robustos. Desde 2021, mais de €1,2 trilhão foram direcionados para atividades sustentáveis na UE. A presidente da Comissão destacou a importância da estabilidade regulatória e de garantias de longo prazo para esses projetos. Ela também ressaltou o sucesso do regime europeu de comércio de direitos de emissão (ETS), que, segundo ela, permitiu reduzir as emissões em cerca de 50% nos setores abrangidos, ao mesmo tempo em que a economia cresceu 30% e gerou mais de €270 bilhões em receitas. Esses fundos são destinados a financiar inovações e tecnologias limpas.
Adicionalmente, Von der Leyen mencionou os esforços para criar um banco de descarbonização industrial. A iniciativa visa mobilizar €100 bilhões para apoiar a transformação de empresas europeias e o desenvolvimento de novas tecnologias de produção. A meta é acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, garantindo ao mesmo tempo a competitividade e a segurança energética do bloco.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





