A Mercury, startup americana que fornece serviços bancários e financeiros para empresas de tecnologia, atingiu uma avaliação de mercado de US$ 5,2 bilhões após uma nova rodada de captação. A informação, reportada inicialmente pela CNBC, aponta para um salto de 49% no valuation da companhia em um intervalo de apenas 14 meses. O movimento ocorre em um momento em que o mercado de venture capital ainda calibra os múltiplos para empresas em estágio de crescimento.

Segundo a reportagem, o novo aporte destaca a Mercury como parte de um grupo restrito de companhias financeiras que conseguiram não apenas manter, mas expandir seu valor de mercado após o colapso das avaliações infladas da era pandêmica.

A resiliência no pelotão de frente das fintechs

O salto de avaliação da Mercury reflete uma bifurcação clara no ecossistema de tecnologia financeira. Enquanto uma parcela significativa do mercado ainda lida com rodadas de extensão ou desvalorizações para preservar caixa, um subgrupo de empresas com forte adoção corporativa continua a atrair capital com prêmios substanciais. A dinâmica aproxima a Mercury de outras operações de destaque no setor, como a Stripe, infraestrutura global de pagamentos, e a Ramp, plataforma de gestão de despesas corporativas, que também demonstraram resiliência em suas avaliações recentes.

O prêmio de 49% em pouco mais de um ano sugere que investidores institucionais estão concentrando seus recursos em teses de infraestrutura financeira B2B que provaram tração durante o ciclo de aperto monetário. A capacidade de levantar capital com expansão de valor neste ambiente indica que a liquidez no late-stage não desapareceu, mas tornou-se altamente seletiva, exigindo fundamentos operacionais que justifiquem a alocação.

O desfecho desta rodada e a sustentação deste novo patamar de preço devem servir como um termômetro para o restante do mercado de fintechs. A movimentação testa a disposição do capital privado em financiar o crescimento de plataformas financeiras independentes no atual cenário macroeconômico.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · CNBC Technology