A administração do presidente Donald Trump, por meio do Departamento de Educação dos EUA, estendeu o prazo para que mutuários de empréstimos estudantis possam aderir a um benefício que reduz a taxa de juros. A nova data limite para a inscrição no débito automático e a obtenção de uma redução de 1 ponto percentual na taxa de juros é 31 de dezembro de 2026, adiando o prazo original que seria em 30 de setembro. Esta redução de juros é uma medida temporária, com validade até 30 de junho de 2028.

Desde o anúncio inicial do benefício em junho, quase 2 milhões de mutuários já se inscreveram. Segundo o Subsecretário de Educação, Nicholas Kent, a iniciativa tem impulsionado as taxas de quitação e a saúde geral do portfólio de empréstimos estudantis federais. Para aqueles já inscritos no débito automático, que já recebem uma redução de 0,25 ponto percentual, a redução adicional será de 0,75 ponto percentual, totalizando 1%. Mutuários com empréstimos em default não são elegíveis até que regularizem sua situação.

A redução se aplica a empréstimos federais diretos originados após 1º de julho de 2012. As taxas de juros para empréstimos federais desembolsados após essa data variam entre 6,5% e mais de 9%. Relatos de mutuários indicam que essas altas taxas têm levado o saldo devedor a ultrapassar o valor originalmente emprestado, gerando preocupação e dificuldades financeiras.

O benefício foi concebido para auxiliar os mutuários a efetuarem pagamentos dentro do novo Plano de Assistência ao Pagamento (Repayment Assistance Plan – RAP), que exige pagamentos pontuais. O RAP faz parte de uma reformulação nos planos de pagamento de Trump, implementada em 1º de julho, com o objetivo de oferecer uma opção de pagamento baseada na renda mais acessível. Contudo, alguns mutuários têm relatado contas mensais mais elevadas sob o RAP, especialmente após a eliminação do plano SAVE, da era Biden, que oferecia pagamentos mensais menores e um prazo mais curto para o alívio da dívida.

A extensão do prazo oferece um respiro adicional para milhões de americanos que ainda lidam com o peso dos empréstimos estudantis, buscando incentivar a adesão a planos de pagamento que, em última instância, visam melhorar a sustentabilidade financeira do sistema de crédito educacional federal. A medida pode ser vista como uma tentativa de mitigar os impactos negativos das altas taxas de juros e das mudanças recentes nos planos de pagamento.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Business Insider