A Hirebotics, empresa focada no desenvolvimento de robôs colaborativos para o setor industrial, anunciou o lançamento de um novo equipamento voltado para a automação de processos de pintura. Batizado de Cobot Painter, o sistema é descrito como uma solução à prova de explosões e com interface de operação no-code, segundo informações publicadas pelo The Robot Report. O equipamento foi projetado para suportar pintura estacionária, operando dentro de cabines onde as peças são posicionadas para que o robô realize todas as etapas de pulverização. O movimento reflete uma busca contínua do setor por reduzir as barreiras técnicas na adoção de maquinário autônomo em chãos de fábrica.

A redução de atrito na automação de ambientes perigosos

A introdução de sistemas no-code em robótica industrial tenta endereçar um dos principais gargalos para a adoção de robôs colaborativos: a escassez de profissionais qualificados para a programação e integração de maquinário complexo. Ao eliminar a necessidade de escrever linhas de código para configurar padrões de pulverização, a Hirebotics mira em operações de manufatura de menor escala ou com alta variabilidade de peças, cenários que historicamente não justificariam o alto custo e o tempo de setup exigidos por robôs industriais tradicionais.

Além da simplificação de software, a especificação à prova de explosões atende a um requisito regulatório e de segurança crítico para equipamentos que operam em cabines de pintura. Estes são ambientes inerentemente voláteis devido à suspensão constante de solventes e compostos químicos inflamáveis no ar. A capacidade de alocar um cobot nessas condições de insalubridade, assumindo o risco operacional no lugar de trabalhadores humanos, sugere um amadurecimento na forma como os fabricantes estão desenhando soluções prontas para uso em verticais específicas da indústria pesada.

A aceitação do Cobot Painter dependerá de como a indústria de manufatura avaliará o custo-benefício da transição de processos manuais para sistemas colaborativos em tarefas de acabamento. O desenvolvimento contínuo de interfaces simplificadas permanece como um vetor central para observar a penetração da robótica em novos nichos industriais.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · The Robot Report