O International Airlines Group (IAG), controlador de Iberia, British Airways, Vueling e Aer Lingus, manifestou preocupação com a volatilidade dos preços do combustível em meio à crise no Oriente Médio. Em declarações citadas pela Forbes España, o CEO Luis Gallego afirmou que a pressão sobre o petróleo continua sendo um fator de risco para os custos da holding e do setor aéreo europeu.
O IAG também criticou atrasos na cadeia de suprimentos da indústria aeronáutica, destacando que as entregas postergadas de novos aviões restringem a oferta de assentos. Na prática, isso limita a capacidade do setor de responder à demanda e de acelerar a renovação de frota, um movimento visto como essencial para ganhos de eficiência operacional e ambiental.
Impacto geopolítico nos custos As tensões no Oriente Médio aumentaram a incerteza em torno do preço do petróleo bruto, afetando diretamente o custo do querosene — uma das maiores linhas de despesa para as companhias aéreas. Para o IAG, esse cenário exige monitoramento constante e disciplina na gestão de custos para preservar margens e confiabilidade operacional.
Gargalos de fornecimento e entregas O grupo ressalta que os atrasos dos fabricantes se tornaram um entrave recorrente, com impacto não apenas sobre seus planos, mas sobre toda a indústria. Com menos aeronaves novas disponíveis do que o projetado, companhias tendem a priorizar a substituição de equipamentos mais antigos, reduzindo espaço para aumentos de capacidade líquida no curto prazo.
Implicações regulatórias e setoriais Em paralelo, o IAG defende previsibilidade regulatória na Europa para viabilizar investimentos em eficiência e transição energética sem perda de competitividade frente a rivais globais. A colaboração entre empresas e formuladores de políticas é vista como condição para sustentar conectividade e equilíbrio econômico em um ambiente de custos mais volátil.
Perspectivas O grupo adota postura cautelosa, à medida que a evolução do preço do petróleo e a normalização das entregas de aeronaves seguem como variáveis determinantes para o desempenho ao longo de 2026. Enquanto isso, eficiência operacional e alocação cuidadosa de capacidade permanecem no centro da estratégia.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





