A LG oficializou sua entrada no segmento de televisores de altíssimo desempenho com a linha Micro RGB evo AI, uma aposta estratégica para o mercado de grandes formatos. Segundo reportagem do Xataka, a nova série inclui modelos de 75, 86 e 100 polegadas, posicionando a empresa como uma competidora direta em um nicho que exige tanto brilho extremo quanto fidelidade de cor absoluta.
O movimento ocorre em um momento de fragmentação no mercado de telas premium, onde tecnologias como OLED, Mini LED e Micro LED disputam a preferência do consumidor. A proposta da LG utiliza o processamento de imagem Alpha 11 AI, integrando a experiência acumulada em anos de desenvolvimento de painéis OLED para controlar a retroiluminação dos novos LEDs RGB.
A evolução da retroiluminação
A tecnologia Micro RGB representa uma mudança na forma como o painel é iluminado. Diferente dos sistemas de retroiluminação LED convencionais, a nova solução da LG utiliza LEDs vermelhos, verdes e azuis controlados de maneira independente. A promessa é que esses componentes, menores que os Mini LEDs tradicionais, permitam uma reprodução de cores mais ampla e precisa.
Vale notar que a estratégia não busca substituir o OLED, mas sim oferecer uma alternativa para ambientes onde o brilho intenso é necessário. Com até 13.104 Micro LEDs e 5.184 zonas de controle independentes, a fabricante busca mitigar problemas de iluminação que costumam afetar telas de grandes proporções em salas iluminadas.
O papel do processamento de imagem
A inteligência artificial assume um papel central na nova linha. O processador Alpha 11 AI 4K Gen3 atua como o cérebro do sistema, aplicando algoritmos desenvolvidos para otimizar a precisão da imagem em tempo real. A LG destaca que esta é a primeira família de televisores Micro RGB a obter a certificação TriColor da Intertek, garantindo cobertura total dos espaços de cor BT.2020, DCI-P3 e Adobe RGB.
A leitura aqui é que a LG tenta transpor sua reputação de qualidade de imagem para um hardware que, tecnicamente, depende da intensidade luminosa. Ao prometer picos de até 3.000 nits, a marca atende a uma demanda crescente por conteúdos HDR que exigem alto contraste, mantendo a compatibilidade com padrões como Dolby Vision.
Tensões no mercado de luxo
O mercado de telas gigantes acima de 90 polegadas tornou-se um campo de batalha para fabricantes que buscam margens de lucro maiores. A entrada da LG com um modelo de 100 polegadas, precificado na casa dos 11 mil euros na Espanha, sinaliza uma tentativa de capturar o consumidor que deseja uma experiência de cinema em casa sem as limitações de brilho de tecnologias autoemissivas em ambientes claros.
Concorrentes como a Samsung já exploram o segmento Micro RGB, o que indica uma tendência de consolidação dessa tecnologia como o novo padrão para a gama alta LED. Para o ecossistema brasileiro, a chegada de tais produtos costuma ser gradual, mas a disponibilidade dessas tecnologias dita o ritmo de inovação que chegará ao varejo de luxo nos próximos anos.
O futuro da visualização doméstica
As incertezas permanecem sobre a adoção em massa dessas telas, especialmente devido ao custo elevado do formato de 100 polegadas. O sucesso da linha dependerá de como o consumidor perceberá a diferença entre a precisão do OLED e a potência luminosa do Micro RGB em um uso cotidiano.
O mercado deve observar se a LG conseguirá manter a consistência dessa tecnologia em tamanhos menores ou se o Micro RGB ficará restrito ao segmento de ultra-luxo. A disputa pelo controle da luz está apenas começando. Com reportagem de Brazil Valley
Source · Xataka





