A Dinamarca foi coroada a nação mais livre do mundo, segundo o Índice de Liberdade da Atlantic Council de 2026. Com uma pontuação de 93.7 em 100, o país nórdico lidera um grupo onde nove das dez nações mais livres estão localizadas na Europa. Apenas a Austrália quebra essa hegemonia continental, figurando em oitavo lugar. A proximidade das pontuações entre os dez primeiros — uma diferença de apenas 3.6 pontos — sugere um cenário de alta competitividade e excelência em liberdade entre as economias desenvolvidas. Luxemburgo e Suécia completam o pódio, seguidos por Finlândia, Suíça, Irlanda, Estônia, Austrália, Alemanha e Noruega, todos com índices superiores a 90. A ascensão de economias asiáticas como Coreia do Sul (25ª) e Japão (14ª) também marca o cenário, recuperando posições em meio a crises políticas recentes e avanços econômicos.

O declínio da liberdade nos EUA e o contraste econômico

Em um movimento alarmante, os Estados Unidos registraram uma queda expressiva de 15 posições, saindo do 22º para o 37º lugar global, com uma pontuação de 79.9. Este declínio anual é um dos maiores observados, e reflete uma tendência de longo prazo: a pontuação de democracia do país em 2025 atingiu o menor nível desde 1965. A análise sugere que mesmo democracias consolidadas não estão imunes a retrocessos em direitos políticos e salvaguardas institucionais. O contraste é gritante quando comparado a países como a China, que, apesar de possuir a segunda maior economia do mundo, figura na 147ª posição, com sua pontuação de liberdade caindo para 41.7. A Rússia, por sua vez, caiu para a 144ª posição, com uma redução de 8.1 pontos desde 2019, refletindo as crescentes restrições à oposição política e à mídia independente.

Mecanismos de restrição e as implicações econômicas da liberdade

A queda na liberdade global, que se estende por mais de uma década, levanta sérias questões sobre a resiliência das instituições democráticas e a proteção dos direitos individuais, mesmo em economias avançadas. O índice mede a liberdade de participar na política, de possuir propriedade e de viver sob leis justas e previsíveis. Pesquisas do Atlantic Council indicam que países em processo de democratização tendem a ver seu PIB per capita aumentar em 8.8% ao longo de 20 anos, em comparação com seus pares autocráticos. Essa correlação sublinha o valor econômico da liberdade, sugerindo que regimes mais abertos e estáveis criam um ambiente mais propício para o crescimento sustentável e a prosperidade.

Países em conflito e a cauda do ranking

Na outra extremidade do espectro, o Afeganistão figura em último lugar, com uma pontuação de 19.0, seguido por Turcomenistão (24.3) e Eritreia (25.1). Muitos dos países com as pontuações mais baixas enfrentam regimes autoritários de longa data, conflitos internos ou instituições frágeis. O Sudão, a Síria, a Venezuela e o Irã também aparecem entre os menos livres, evidenciando a forte correlação entre instabilidade política, conflito e a supressão de direitos fundamentais. A análise do índice, que considera dados de 2025, oferece um panorama sombrio para regiões marcadas por décadas de instabilidade e repressão.

O cenário global de liberdade apresenta, portanto, um quadro complexo, com um grupo seleto de nações mantendo altos padrões, enquanto um número significativo de países luta contra o autoritarismo e a instabilidade. A queda dos Estados Unidos no ranking serve como um alerta, ressaltando a necessidade contínua de vigilância e fortalecimento das instituições democráticas em todo o mundo. A evolução futura desses índices será crucial para entender a trajetória da governança global e o impacto na vida de bilhões de pessoas.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Visual Capitalist