A ex-CEO do X, Linda Yaccarino, oferece uma visão privilegiada sobre a filosofia de liderança de Elon Musk, atribuindo seu sucesso multibilionário a uma "insaciável sensação de urgência". Segundo Yaccarino, Musk não opera com prazos futuros, mas com uma mentalidade de "agora", o que força uma abordagem radical de desconstrução de projetos aos seus elementos essenciais para identificar o que é verdadeiramente necessário para o sucesso. Essa abordagem, descrita por Yaccarino como uma aplicação prática do pensamento por "primeiros princípios", foi evidente durante sua gestão no X (anteriormente Twitter).

Ao assumir o comando em 2023, Yaccarino testemunhou o processo de reestruturação acelerada de Musk, incluindo a mudança de marca para X e a redução drástica da equipe. Apesar dos desafios inerentes à gestão de uma plataforma em constante turbulência, marcada por preocupações com desinformação e discurso de ódio, Yaccarino considera esses momentos difíceis como oportunidades valiosas. Sua própria trajetória profissional é um testemunho dessa crença em abraçar dificuldades. Um erro administrativo em seu estágio inicial na NBC, que poderia ter sido devastador, acabou a direcionando para a área de vendas, onde desenvolveu uma paixão pela indústria de mídia.

Com uma carreira de três décadas em vendas e publicidade, culminando como presidente de publicidade global e parcerias na NBCUniversal, Yaccarino aceitou o convite de Musk para migrar para o setor de tecnologia. Ela viu nele uma capacidade única de "transformar a conversa e o movimento humano", considerando sua participação na missão do X como "consequencialmente importante". Após dois anos de gestão no X, Yaccarino deixou a empresa em 2025. Buscando um novo desafio, ela seguiu o conselho de seu mentor, Michael Milken, que a incentivou a "escolher um caminho que seja consequencial", em vez de apenas "bom".

Essa orientação a levou a se tornar CEO da eMed, uma startup de telemedicina e tratamentos GLP-1 avaliada em US$ 2 bilhões. A lição que Yaccarino estende à Geração Z é clara: em um mercado cada vez mais impulsionado pela inteligência artificial, é crucial desenvolver habilidades que se destacam na intersecção entre arte e ciência, ou "magia e matemática". Ela enfatiza a importância de habilidades humanas como empatia e tomada de decisão, e, acima de tudo, encoraja os jovens a "irem para o desconfortável". A complacência, segundo ela, impede o crescimento e a relevância, tanto na carreira quanto na vida.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Fortune