A União de Agricultores, Ganaderos e Silvicultores da Comunidade de Madri (Ugama) fez um apelo por ajuda urgente aos pecuaristas afetados pelos incêndios de grandes proporções que atingem a região da Sierra Oeste, na Espanha. O fogo já consumiu uma área estimada em 25 mil hectares, segundo o Ministério do Interior do país.
Em meio à devastação, a prioridade imediata é garantir a sobrevivência dos animais. A Ugama, em coordenação com o governo local, mobiliza recursos básicos enquanto a avaliação completa dos danos em propriedades e infraestrutura ainda está em andamento. A situação é descrita pela associação como uma "catástrofe sem precedentes".
Coordenação em meio à crise
A resposta emergencial está sendo liderada em duas frentes. De um lado, a ação direta do sindicato, cujo presidente, Carmelo Ramírez Uceda, deslocou-se pessoalmente à zona do desastre para entregar um caminhão de forragem e um gerador elétrico. A iniciativa busca suprir as necessidades mais imediatas dos produtores que perderam tudo, incluindo o alimento para seus rebanhos.
Do outro lado, a Ugama atua como uma ponte com a administração pública. A associação centraliza as demandas dos agricultores e pecuaristas e as encaminha à Direção Geral de Agricultura, Pecuária e Alimentação. Segundo a Forbes España, a colaboração com o diretor-geral, Ángel de Oteo, tem sido fluida, sinalizando uma parceria público-privada funcional em um momento crítico. O foco, segundo Ramírez, é "estar ao lado de quem perdeu tudo e trabalhar juntos para que as explorações se possam recuperar o quanto antes".
Embora a resposta inicial pareça ágil, o verdadeiro desafio será a reconstrução a longo prazo. A contagem final dos prejuízos levará tempo, e a recuperação das fazendas e dos meios de produção exigirá um esforço contínuo e bem financiado. A eficácia da aliança forjada na emergência será testada nos próximos meses, definindo o futuro de centenas de produtores rurais na região de Madri.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





