A distribuição de riqueza no mundo continua a seguir um roteiro geográfico bem definido. Segundo dados do Banco Mundial para 2025, visualizados em uma análise do Visual Capitalist, a prosperidade econômica está massivamente concentrada em um punhado de regiões, com a América do Norte e a Europa se destacando como os principais polos de alta renda.

Os números não apenas quantificam a desigualdade, mas pintam um quadro de fraturas estruturais profundas. A classificação, que divide as economias em quatro faixas de renda nacional bruta (RNB) per capita, revela que, enquanto algumas regiões desfrutam de uma prosperidade quase homogênea, outras lutam para escapar da base da pirâmide econômica. A análise expõe a persistência de padrões históricos de desenvolvimento e os desafios para uma convergência global.

A geografia da prosperidade

No topo da lista, a América do Norte — definida pelo Banco Mundial como Canadá, Estados Unidos e Bermudas — é a única região onde 100% dos países são classificados como de alta renda (acima de US$ 14.375 anuais per capita). A Europa e a Ásia Central vêm em seguida, com 69% de suas nações na mesma categoria. Essa concentração reflete legados de industrialização, estabilidade institucional e forte integração econômica.

Na outra ponta do espectro, a África Subsaariana é a única região onde os países de baixa renda (até US$ 1.175) formam a maior fatia, com 44% do total. Outros 42% estão na faixa de renda média-baixa. Apesar do crescimento em algumas economias, desafios como déficits de infraestrutura, industrialização limitada e rápido crescimento populacional continuam a frear o avanço da renda por pessoa. A única exceção de alta renda na região é Seychelles, uma nação pequena cuja economia é impulsionada pelo turismo e pela pesca.

Os matizes do desenvolvimento

Entre os extremos, o cenário é mais heterogêneo. Na América Latina e no Caribe, 88% dos países pertencem às categorias de renda média-alta ou alta, indicando um progresso significativo, embora a desigualdade interna permaneça um desafio. O México, por exemplo, é incluído nesta região, e não na América do Norte, ajudando a compor esse quadro diverso.

O Leste Asiático e o Pacífico também apresentam um perfil misto, com economias avançadas como Japão e Singapura ao lado de países em rápido desenvolvimento, como China, Indonésia e Vietnã. Já o Sul da Ásia não possui nenhum país de baixa renda, com dois terços na categoria média-baixa. A região do Oriente Médio e Norte da África é a que exibe a maior dispersão, abrigando desde ricos exportadores de energia até países marcados por instabilidade e baixo desenvolvimento.

Essas classificações são mais do que um retrato estático; elas revelam as diferentes velocidades do desenvolvimento global. Enquanto algumas regiões consolidam sua posição no topo, outras enfrentam uma batalha árdua para avançar, sugerindo que o caminho para a convergência econômica global permanece longo e desigual.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Visual Capitalist