A insurtech Bys anunciou a contratação de Rafael Gonçalves como seu novo Chief Design & Experience Officer. O executivo, com passagens por gigantes como Telefônica Brasil (Vivo) e Neon, e com participação na criação das interfaces do Auxílio Emergencial, passa a integrar o grupo de decisões estratégicas da companhia.
A movimentação, reportada pelo portal Startups, é mais do que uma dança das cadeiras de executivos. Ela encapsula uma tese fundamental para a nova geração de empresas de seguros: a de que o crescimento não virá de apólices mais baratas, mas de uma distribuição mais inteligente. E o design de experiência é a peça central dessa estratégia.
O design como motor de vendas
“Seguro é um produto vendido, não comprado”, afirmou Gonçalves no anúncio. A frase resume o desafio histórico do setor. Diferente de um produto desejado, o seguro é uma compra de baixa frequência e alta fricção, muitas vezes impulsionada por um corretor. A aposta das insurtechs, como a Bys, é inverter essa lógica através da tecnologia.
O caminho é o chamado embedded insurance, ou seguro embarcado. Em vez de uma venda isolada, a proteção é oferecida como um componente natural dentro da jornada de compra de outro produto ou serviço. É aqui que o design se torna crucial. A missão de Gonçalves é justamente definir como o seguro se conecta a momentos específicos da experiência de uma marca parceira, reduzindo a distância entre a percepção da necessidade e a contratação efetiva.
A aposta da Bys
A contratação ocorre em um momento de expansão para a Bys, que mira dobrar seu volume de prêmios intermediados, hoje em R$ 100 milhões anualizados. Com quase 50 empresas no pipeline, a capacidade de implementar projetos de forma fluida e escalável é vital. O sucesso não depende apenas da robustez da tecnologia, mas da qualidade da experiência entregue ao cliente final da marca parceira.
O papel do novo executivo, portanto, transcende a estética de interfaces. Trata-se de uma função estratégica para orquestrar as áreas de Customer Success, Product Design e UX, garantindo que a oferta de seguro seja contextual, relevante e livre de atritos. É a prova de que, para as insurtechs, o produto não é apenas a apólice, mas toda a jornada que leva até ela.
O movimento da Bys é um microcosmo da transformação no mercado de serviços financeiros. A competição se desloca do produto para a distribuição, e a experiência do usuário se consolida como a principal arena de batalha para conquistar e reter clientes.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Startups





