O Sol voltou a demonstrar sua força nesta terça-feira (25), emitindo uma poderosa erupção solar de classe M6.9 a partir de uma mancha solar ativa voltada para a Terra. O evento, reportado pelo site especializado Space.com, lançou uma Ejeção de Massa Coronal (CME) — uma nuvem de plasma e campo magnético — em direção ao espaço, com a Terra potencialmente em sua trajetória.
O fenômeno já causou um blecaute moderado de rádio em partes da África e Europa. Agora, a expectativa se volta para a chegada da CME, que pode interagir com o campo magnético terrestre e intensificar as auroras polares no final da semana. A leitura é que, embora não seja um evento de risco catastrófico, ele ilustra a conexão direta entre a atividade solar e a infraestrutura tecnológica do nosso planeta.
Anatomia de uma erupção
As erupções solares são classificadas em uma escala de cinco níveis (A, B, C, M e X), onde cada classe é dez vezes mais potente que a anterior. As erupções de classe M, como a registrada, são a segunda categoria mais forte, superadas apenas pelas explosivas erupções de classe X. Elas são suficientemente intensas para causar impactos diretos na Terra, como o blecaute de rádio de alta frequência que afetou comunicações por algumas horas.
A mancha solar responsável, identificada como 4513, tem se mostrado particularmente instável, emitindo uma série de erupções nas últimas 24 horas. Este tipo de atividade é comum à medida que o Sol se aproxima do pico de seu ciclo de 11 anos, um período conhecido como máximo solar, quando as tempestades se tornam mais frequentes e intensas.
A chance de um espetáculo de auroras
Modelos iniciais da NASA, citados na reportagem, preveem que a Terra receberá um "golpe de raspão" da CME na sexta-feira, 28 de agosto. A chegada, no entanto, é apenas parte da equação. O impacto real depende de uma complexa dança de fatores cósmicos, e a previsão do clima espacial é uma ciência de probabilidades, não de certezas.
Um elemento adicional pode tornar o evento mais interessante: uma corrente de vento solar de alta velocidade, vinda de um "buraco coronal" no Sol, também está a caminho. Se a chegada da CME coincidir com essa corrente de vento, o efeito combinado pode amplificar a atividade geomagnética, resultando em auroras mais intensas e visíveis em latitudes mais baixas que o usual.
O fator decisivo, contudo, será a orientação do campo magnético da CME ao atingir a Terra. Uma orientação "para o sul" interage de forma mais eficaz com o campo magnético do nosso planeta, maximizando as chances de uma tempestade geomagnética. Cientistas e entusiastas agora monitoram os dados, aguardando para ver se a agitação solar se traduzirá em um espetáculo de luzes no céu.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Space.com





