A Oracle está redefinindo o papel da inteligência artificial nas empresas, movendo-a de uma ferramenta de análise para uma executora de processos. Em seu evento AI World 2026, em Las Vegas, a companhia detalhou sua estratégia para dotar agentes de IA de maior autonomia, conectando dados, aplicações e fluxos de trabalho para gerar resultados tangíveis.

O CEO Mike Sicilia liderou a apresentação, destacando como a Oracle Fusion Cloud Applications, agora com funcionalidades agênticas, pode analisar cenários, planejar e executar tarefas complexas em áreas críticas como finanças, recursos humanos e cadeia de suprimentos. Um exemplo prático demonstrou a otimização logística, resultando em economia de US$ 58 mil e um aumento na utilização de recursos de 61% para 88%. O Fusion Companion também foi apresentado, permitindo que funcionários interajam com sistemas de IA por meio de linguagem natural, inclusive integrando-se a ferramentas como o ChatGPT.

A aplicação da IA em setores específicos foi ilustrada por meio de parcerias. O grupo europeu de restaurantes QSRP, que opera marcas como Burger King e Dunkin', compartilhou como a IA e a automação inteligente são cruciais para acompanhar o ritmo de atendimento e a demanda em um setor de alta velocidade. Paralelamente, a Spectrum mostrou como agentes de IA estão sendo empregados em processos de RH, desde análises de folha de pagamento até atividades de recrutamento. No setor de saúde, a tecnologia foi demonstrada como capaz de cruzar dados clínicos, financeiros e operacionais para identificar problemas de desempenho hospitalar e recomendar ações.

A Oracle enfatiza a integração da IA aos sistemas já em uso pelas organizações, visando reduzir a necessidade de alternância entre diferentes ferramentas. A governança de IA é um pilar central dessa evolução, com o anúncio da Deep Trust AI Architecture. Essa arquitetura de referência visa incorporar segurança, privacidade e regras de negócios nas camadas fundamentais dos sistemas, assegurando que os agentes autônomos operem dentro dos limites estabelecidos pelas empresas. Ao final do evento, Sicilia reforçou a visão de que o sucesso da IA deve ser medido pelas novas possibilidades que ela oferece às pessoas, e não apenas pela capacidade das máquinas.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · TIInside