A Pally, uma startup que passou pelo programa da Y Combinator, acaba de levantar US$ 5,2 milhões em uma rodada que avaliou a companhia em US$ 30 milhões. O aporte, revelado com exclusividade pelo Business Insider, foi liderado pelo Cyber Fund e pela própria YC, com participação de outros fundos de venture capital.

A proposta da Pally é simples, mas ambiciosa: um assistente pessoal baseado em inteligência artificial que vive diretamente nas mensagens de texto do usuário. A tese é que, para gerenciar a sobrecarga de comunicação em múltiplas plataformas, a solução mais eficaz é aquela que já está onde o usuário passa o dia: no app de mensagens.

Onde o usuário está

A estratégia da Pally, fundada por Haz Hubble e Wyatt Lansford, se resume a um mantra do Vale do Silício: “vá para onde seus usuários estão”. Em vez de forçar o download de mais um aplicativo, a Pally opera por meio de um número de telefone. O usuário simplesmente envia uma mensagem de texto para começar a interagir, delegar tarefas, agendar compromissos ou obter ajuda para responder a outras mensagens. A IA pode se conectar a serviços como Gmail, Slack e Notion para centralizar a produtividade.

Sob o capô, a Pally utiliza uma combinação de modelos de linguagem, incluindo os da OpenAI e Anthropic. A aposta na IA é tão profunda que os próprios fundadores, hoje a única equipe da startup, utilizam uma IA de codificação da Anthropic como seu "engenheiro de software", um movimento que reduz custos fixos e personifica a nova era de empresas enxutas e alavancadas por tecnologia.

A Pally não está sozinha. O mercado de assistentes de IA é um campo de batalha cada vez mais concorrido, com a Y Combinator já tendo apoiado mais de 140 startups na categoria. A competição vem tanto de outros players de nicho, como a Town AI, quanto dos gigantes como Microsoft e Meta. A aposta da Pally é que, como uma empresa menor e focada no consumidor, ela pode oferecer uma experiência mais personalizada e conquistar usuários dispostos a pagar por isso — seu plano "pro" custa cerca de US$ 25 mensais. O desafio será provar que a conveniência de um assistente via texto é um diferencial forte o suficiente para criar um negócio sustentável.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Business Insider