O modelo de atendimento público Poupatempo, um ícone da eficiência em serviços ao cidadão no Brasil, inicia sua jornada internacional em Maputo, capital de Moçambique. A expansão marca a primeira operação fora do país, impulsionada pela CiX Citizen Experience, empresa responsável pela gestão de mais de 220 unidades do Poupatempo em diversas regiões brasileiras. O projeto, que demandou um investimento de R$ 20 milhões, prevê a abertura de mais três unidades em Moçambique nas cidades de Matola, Beira e Nampula.
Exportação de Inovação Institucional
A iniciativa representa um marco na exportação de conhecimento e tecnologia institucional brasileira. O Poupatempo, que já realizou mais de 200 milhões de atendimentos no Brasil com uma taxa de satisfação de 98%, busca replicar seu sucesso em um novo continente. A CiX, que também gerencia a operação moçambicana, é responsável pela tecnologia, treinamento de equipes locais, padronização de processos e monitoramento de indicadores. O objetivo é transferir a lógica de integração e eficiência que consolidou o Poupatempo como referência nacional para o contexto moçambicano, atendendo tanto cidadãos locais quanto estrangeiros residentes e expatriados.
Modelo "Figital" para Serviços Documentais
O Poupatempo em Maputo opera sob um modelo "figital", que combina canais presenciais e digitais, adaptando-se a diferentes níveis de familiaridade com a tecnologia. A plataforma integrada reúne sistemas de diversas áreas do governo, facilitando o acesso a serviços como emissão de documentos de identidade, passaportes, vistos, autorizações de residência e legalizações. Esta abordagem visa não apenas a comodidade do cidadão, mas também a otimização da prestação de serviços públicos, reduzindo etapas e simplificando processos. A capacidade projetada para centenas de milhares de atendimentos anuais demonstra o potencial de impacto do projeto.
Implicações para Moçambique e Brasil
Para Moçambique, a chegada do Poupatempo representa uma oportunidade de modernizar a gestão pública e aprimorar a experiência do cidadão na obtenção de documentos essenciais. A parceria com empresas locais e órgãos governamentais, como a ATDI e a DNIC, sugere um esforço colaborativo para a adaptação e sucesso do modelo. Para o Brasil, a internacionalização do Poupatempo valida a capacidade de suas instituições em desenvolver soluções replicáveis e de impacto global, abrindo portas para futuras exportações de modelos de gestão pública e tecnologia.
O Futuro da Internacionalização de Serviços Públicos
A expansão do Poupatempo para Moçambique levanta questões sobre o potencial de outros modelos de sucesso brasileiros em serem exportados. O sucesso da CiX em transformar conhecimento acumulado em uma solução internacionalmente competitiva pode inspirar outras iniciativas a explorar mercados estrangeiros. A capacidade de adaptação e a combinação de escala, tecnologia e foco na experiência do cidadão serão cruciais para o sucesso contínuo deste projeto e para a consolidação da marca Poupatempo em outros países.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · TIInside





