O Banco Santander está recalibrando sua bússola. Em conferência com analistas, o CEO global, Héctor Grisi, sinalizou uma mudança de curso: o foco não é o crescimento do crédito a qualquer custo, mas a rentabilidade.

Segundo reportagem da Forbes España, o plano de transformação digital e simplificação de processos do banco já entrega resultados. A leitura é que, em um cenário global incerto, a disciplina na alocação de capital tornou-se a principal diretriz para o conglomerado espanhol.

A disciplina do capital

A nova ordem no Santander é pragmática. "O que estamos fazendo é gerenciar o capital de uma forma em que, quando vemos oportunidades, nós o desdobramos", afirmou Grisi, citando a expansão da carteira de hipotecas como exemplo de uma alocação tática.

Essa seletividade é sustentada por ganhos de eficiência. O banco calcula que a simplificação e automação de processos já geraram mais de um ponto percentual de economia nos custos. Na prática, a tecnologia viabiliza uma operação mais enxuta, permitindo que o banco escolha onde competir.

Geografias e a aposta britânica

O otimismo de Grisi se estende a dois mercados-chave: México e Brasil. O CEO manifestou uma perspectiva positiva para ambas as operações, indicando que continuam sendo pilares para os resultados consistentes do grupo.

Enquanto isso, a integração do banco britânico TSB avança conforme o planejado. Grisi destacou que a aquisição adiciona escala, fortalece a base de depósitos e melhora o perfil de risco do conglomerado. O movimento reforça a busca por estabilidade e rentabilidade em um mercado maduro.

A estratégia do Santander reflete um movimento mais amplo no setor financeiro. A era da expansão agressiva dá lugar a uma gestão mais cirúrgica do balanço. O desafio será manter essa disciplina em mercados competitivos como o brasileiro, onde a pressão por crescimento é constante.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España