O mercado financeiro deu um voto de confiança à mais nova fronteira da SpaceX. As ações da companhia subiram cerca de 2% nesta terça-feira, na esteira de uma recomendação de compra emitida pelo JPMorgan, que estabeleceu um preço-alvo de US$ 240 por papel. O otimismo do banco não vem do negócio tradicional de foguetes, mas da crescente ambição da empresa em inteligência artificial.
A análise do JPMorgan, citada pela Dow Jones Newswires, destaca dois vetores: o rápido desenvolvimento do Grok, modelo de linguagem que compete com o ChatGPT da OpenAI, e uma parceria estratégica com a Nvidia. A leitura aqui é que Elon Musk está montando um quebra-cabeça complexo, onde a SpaceX não é apenas a transportadora, mas a própria infraestrutura para uma nova geração de computação em nuvem – uma que opera em órbita.
A Dupla Aposta em IA
A estratégia se desdobra em duas frentes. Em terra, a SpaceX acelera o desenvolvimento do Grok, cujo avanço entre as versões 4.5 e 4.6 impressionou os analistas. A expectativa é que o Grok 5, previsto para dezembro, represente um salto de capacidade, com a monetização vindo de clientes corporativos e negócios de computação premium, segundo o JPMorgan.
Em paralelo, e de forma mais ambiciosa, a empresa trabalha com a Nvidia para projetar uma versão “otimizada para o espaço” da GPU Vera Rubin, o mais novo chip da fabricante. O plano é colocar satélites equipados com essa tecnologia em órbita a partir de 2027, com “escala significativa” em 2028. Na prática, Musk quer construir data centers orbitais, processando IA diretamente no espaço.
Todo este castelo, no entanto, depende de uma única e colossal fundação: o foguete Starship. A viabilidade de colocar essa infraestrutura em órbita em escala depende do sucesso do veículo totalmente reutilizável, que ainda está em fase de testes. A SpaceX já anunciou a construção de uma nova base de lançamento para o Starship na Louisiana, sinalizando que a aposta é para valer. O mercado aplaude a visão, mas o cronograma de Musk depende, mais uma vez, de sua capacidade de desafiar a física e a engenharia.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Money Times




