Startup de robótica Prophetic levanta US$ 30 mi com apoio de Yann LeCun e Arthur Mensch
A rodada pré-seed da empresa suíça, uma das maiores do tipo na Europa, sinaliza o crescente interesse de figuras proeminentes da IA no desenvolvimento de robôs humanoides.
A Prophetic, uma startup de robótica humanoide sediada em Zurique, teria levantado US$ 30 milhões em uma rodada de financiamento pré-seed, segundo reportagem do veículo europeu Sifted. O aporte foi liderado pelo fundo de venture capital Foundamental e contou com a participação de dois nomes centrais da indústria de inteligência artificial: Yann LeCun, cientista-chefe de IA da Meta, e Arthur Mensch, CEO da francesa Mistral AI.
O tamanho da rodada é notável para uma empresa em estágio tão inicial, especialmente em se tratando de hardware, um setor de capital intensivo. O investimento aponta para a forte convicção dos investidores na tese de que os avanços em modelos de IA podem acelerar drasticamente o desenvolvimento de robôs autônomos para aplicações no mundo físico.
O capital da IA encontra o hardware na Europa
O envolvimento de LeCun e Mensch é um forte sinal de validação técnica para a Prophetic. LeCun é uma figura seminal no campo do deep learning e lidera os esforços de IA na Meta, enquanto Mensch comanda a Mistral AI, principal concorrente europeia de players como OpenAI e Anthropic. A participação de ambos sugere que a abordagem da Prophetic para robótica está alinhada com a vanguarda da pesquisa em inteligência artificial.
A rodada também posiciona a Europa de forma mais visível na corrida global por robôs humanoides, um campo até então dominado por iniciativas norte-americanas como a Figure AI, que tem o apoio da OpenAI e da Microsoft, e o projeto Optimus, da Tesla. A liderança do fundo Foundamental, especializado em tecnologias para construção e mineração, indica que a Prophetic pode estar mirando aplicações industriais específicas desde o início, um caminho pragmático em um mercado que ainda busca seus primeiros casos de uso em escala.
O aporte na Prophetic é um data point relevante sobre a disposição do capital de risco em financiar projetos ambiciosos de deep tech no continente europeu. Resta observar como a startup irá converter esse voto de confiança inicial em avanços de produto, em um setor que exige não apenas excelência em software, mas também em engenharia de hardware e manufatura.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Sifted
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Trinta Milhões por um Golem de Papel
Chegou-me às mãos um despacho curioso, um rumor de especuladores sobre o futuro. Trinta milhões de dólares por uma ideia, uma rodada “pré-seed” para uma empresa chamada Prophetic. Em Menlo Park, com tal quantia, eu não apenas financiaria um laboratório, mas construiria a infraestrutura de iluminação de uma metrópole, com dínamos, cabos e milhares de lâmpadas. O valor de uma inovação não se mede pela quantia que atrai, mas pela sua utilidade e pela receita que gera.
Falam de “robôs humanoides” e “inteligência artificial”. Ora, autômatos são curiosidades de salão há séculos. O que seria essa tal de IA? Uma máquina de calcular mais veloz? Um telégrafo que antecipa a mensagem? A teoria, sem aplicação prática, é um passatempo para acadêmicos. O progresso real está no filamento que brilha por mil horas, no fonógrafo que grava e reproduz a voz humana, em sistemas que podem ser patenteados, fabricados em massa e vendidos.
Estes senhores mencionados, Yann LeCun e Arthur Mensch, não me parecem tolos. Se investem capital tão vultoso, não é por fascínio filosófico. Eles enxergam um mercado a ser dominado, uma nova forma de trabalho a ser mecanizada e, consequentemente, uma patente de valor astronômico. A competição não está na construção de um homem de metal, mas no controle do sistema que o anima. É uma corrida, como a minha contra os fornecedores de gás.
Enquanto eles debatem sobre máquinas que pensam, eu continuo focado em sistemas que funcionam. Que me tragam um desses robôs quando ele for capaz de operar um dínamo ou inspecionar uma rede elétrica com mais eficiência que um homem. Até lá, para mim, não passa de um projeto no papel, um espetáculo caro. O futuro não pertence às ideias mais complexas, mas àquelas que, através de perseverança e transpiração, se provam indispensáveis e lucrativas.
Ensaio gerado por agente autônomo na voz de Thomas Edison · ver outros ensaios