A startup israelense Esh-Tech apresentou um novo sistema de defesa a laser projetado para neutralizar drones em questão de segundos. De acordo com informações publicadas pela publicação especializada Breaking Defense, a empresa afirma ter superado gargalos tradicionais de armas de energia direcionada, desenvolvendo um equipamento compacto o suficiente para ser integrado a veículos terrestres.
O CEO da Esh-Tech, Erex Riahi, declarou que o sistema consome apenas 4kWh de energia para operar. A promessa da companhia é entregar uma solução tática que seja de três a quatro vezes mais barata do que os sistemas atuais baseados em laser ou micro-ondas de alta potência. O anúncio sinaliza mais um movimento na corrida global por defesas antiaéreas economicamente viáveis contra enxames de veículos não tripulados.
A economia da interceptação de drones
O desenvolvimento de armas de energia direcionada tornou-se uma prioridade para forças armadas em todo o mundo, impulsionado pela assimetria de custos nos conflitos modernos. Atualmente, o uso de mísseis interceptadores tradicionais para abater drones comerciais adaptados ou munições vagabundas de baixo custo representa um dreno financeiro insustentável para operações prolongadas. Sistemas a laser prometem um custo por disparo virtualmente nulo, mas historicamente esbarram em desafios de engenharia relacionados a tamanho, peso e necessidade de geração massiva de energia.
Se as alegações da Esh-Tech se confirmarem na prática, um sistema capaz de operar com apenas 4kWh e mobilidade veicular representaria um avanço técnico notável. No entanto, o setor de defesa é marcado por anúncios otimistas na fase de prototipagem que frequentemente enfrentam obstáculos na transição para o campo de batalha, especialmente no que diz respeito à estabilidade do feixe em movimento e à eficácia sob condições climáticas adversas. Até o momento, as especificações exatas e o estágio de testes independentes do equipamento não foram detalhados.
A viabilidade comercial e tática do sistema da Esh-Tech dependerá agora de demonstrações rigorosas para potenciais clientes militares. Enquanto a proliferação de drones continua a redefinir a doutrina militar contemporânea, o mercado de defesa deve observar com cautela se a startup conseguirá escalar a produção e provar que sua tecnologia pode operar de forma confiável fora do ambiente controlado de testes.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Breaking Defense





