Taiwan lidera o pelotão de economias asiáticas com uma projeção de crescimento do PIB real de 11,0% em 2026, uma performance que a coloca significativamente à frente de outras nações. A ascensão taiwanesa é amplamente atribuída à demanda crescente por inteligência artificial (IA) e a um setor de semicondutores aquecido, que têm impulsionado suas exportações. Este cenário de alta tecnologia contrasta com um panorama global de incertezas energéticas e geopolíticas, onde outras economias asiáticas buscam resiliência.

O relatório da Asian Development Bank (ADB), divulgado em setembro de 2026, projeta que as economias em desenvolvimento da Ásia e do Pacífico crescerão 5,0% em termos reais no mesmo ano. No entanto, a lista das economias de crescimento mais rápido em 2026, baseada em dados do ADB, revela um cenário diversificado. Após Taiwan, o Quirguistão aparece em segundo lugar com uma projeção de 8,9%, seguido pelo Vietnã em terceiro, com 7,8%. Outras nações como Índia, Uzbequistão e Tajiquistão também preveem crescimento de 7,0%.

A Força da Tecnologia e os Motores de Crescimento

A performance excepcional de Taiwan está intrinsecamente ligada ao ciclo global de investimentos em IA. A explosão na demanda por semicondutores e outros produtos tecnológicos tem sido o principal motor de suas exportações, com destaque para a demanda vinda dos Estados Unidos. Enquanto isso, outras economias asiáticas dependem de uma combinação mais variada de fatores. O Vietnã, com sua projeção de 7,8%, encontra suporte na manufatura, nas exportações e na demanda interna, consolidando sua posição como um importante centro de produção global. A Índia, por sua vez, espera um crescimento de 7,0% no ano fiscal de 2026/27, impulsionado pela demanda de investimentos e pela resiliência das exportações de serviços.

Um Mosaico de Crescimento na Ásia

As economias da Ásia Central também marcam presença significativa neste ranking. O Quirguistão, com 8,9%, e o Tajiquistão e Uzbequistão, ambos com 7,0%, demonstram um crescimento impulsionado por investimentos públicos e fixos, consumo privado, serviços e atividade industrial. Mais ao sul, a Indonésia, com 5,2%, ressalta a importância do consumo doméstico para a maior economia do Sudeste Asiático. Essa diversidade de modelos de crescimento também explica a influência econômica em constante mudança na região.

Riscos e Desafios

O cenário de crescimento não está isento de riscos. O ADB aponta a escalada geopolítica, o aperto nas condições financeiras, a incerteza comercial e os efeitos do fenômeno El Niño como as principais ameaças à região. Taiwan, em particular, enfrenta o desafio de um boom concentrado em setores de alta tecnologia, enquanto indústrias tradicionais como têxteis e plásticos beneficiam-se em menor escala da onda de IA. Essa concentração pode gerar vulnerabilidades a longo prazo.

Perguntas em Aberto e Perspectivas Futuras

O futuro das economias asiáticas em 2026 dependerá da capacidade de gerenciar esses riscos e de diversificar as fontes de crescimento. A dependência de Taiwan do setor de tecnologia, embora lucrativa no curto prazo, levanta questões sobre a sustentabilidade e a resiliência a longo prazo. Para outras economias, a manutenção do ímpeto em manufatura e consumo interno será crucial. A evolução das tensões geopolíticas e das políticas monetárias globais também moldará o desempenho regional.

A dinâmica de crescimento na Ásia em 2026 apresenta um quadro complexo, onde a inovação tecnológica em Taiwan se destaca, mas a resiliência e a diversificação em outras nações apontam para um futuro multifacetado na região. Com reportagem de Brazil Valley

Source · Visual Capitalist