A economia do turismo nos Estados Unidos, embora ainda a maior do mundo com US$ 2,6 trilhões em 2025, registrou um crescimento modesto de 0,9%, significativamente abaixo da média global de 4,1%. Um dos indicadores mais preocupantes foi a queda de 5,5% no número de visitantes internacionais e uma retração de 4,6% nos gastos desses turistas. Esse cenário contrasta com a performance da China, que viu sua economia turística expandir 9,9% no mesmo ano, mais que o dobro da média mundial. A recuperação chinesa é notável, com um aumento de 15,5% nas chegadas internacionais, superando os níveis pré-pandemia, e um impulso adicional vindo da expansão de acordos de isenção de visto para mais de 50 países, permitindo estadias de até 30 dias.
A Liderança Americana e Seus Desafios
Os Estados Unidos mantêm a liderança com uma economia turística de US$ 2,63 trilhões, impulsionada em grande parte pelo mercado doméstico, que respondeu por US$ 1,54 trilhão dos gastos totais. No entanto, a dependência desse mercado interno mascarou uma retração no fluxo internacional. A queda de 5,5% em visitantes estrangeiros e de 4,6% em seus gastos em 2025 sinaliza um desafio para o setor, que busca atrair um público global diversificado. O país que mais se beneficiou dessa dinâmica oposta foi o México, que registrou aumento no número de visitantes internacionais e em seus gastos, evidenciando uma recuperação mais dinâmica em mercados vizinhos.
A Ascensão Chinesa e Estratégias de Expansão
A China, com uma economia turística de US$ 1,75 trilhão, emerge como o principal competidor global, impulsionada por uma estratégia agressiva de abertura e facilitação de viagens. A expansão de acesso sem visto e a melhoria nos procedimentos de entrada e pagamentos digitais tornaram o país mais acessível e conveniente para turistas internacionais. O investimento contínuo em infraestrutura, como conexões aéreas e ferrovias de alta velocidade, juntamente com novas atrações, tem espalhado o turismo para além dos grandes centros urbanos, diversificando a experiência do visitante e impulsionando a economia local.
Alemanha e Japão: Mercados Domésticos e Internacionais Fortes
Enquanto EUA e China disputam a liderança, outras economias mostram força em diferentes frentes. A Alemanha, em terceiro lugar com US$ 566,2 bilhões, demonstra a resiliência de seu mercado doméstico, que representou 83% das pernoites registradas em 2025, impulsionando a demanda por acomodações mesmo com a diminuição de hóspedes estrangeiros. O Japão, por outro lado, celebrou um recorde de 42,7 milhões de visitantes internacionais, um aumento de 15,8% em relação a 2024, atraído por suas atrações sazonais e eventos de grande porte como a Expo de Osaka.
Implicações e Perspectivas Futuras
A divergência entre o desempenho dos EUA e da China no setor de turismo em 2025 aponta para uma reconfiguração do cenário global. A capacidade da China de acelerar seu crescimento através da facilitação de viagens e investimentos estratégicos a posiciona como uma força cada vez mais dominante. Para os EUA, o desafio reside em reverter a tendência de queda no turismo internacional sem comprometer a força de seu mercado doméstico. A análise dos dados de 2025 sugere que a flexibilidade nas políticas de imigração e a adaptação às novas preferências dos viajantes serão cruciais para a sustentabilidade do setor.
O cenário do turismo global em 2025 revela um dinamismo impressionante, com economias consolidadas enfrentando novos desafios e emergentes apresentando estratégias de crescimento agressivas. A forma como os Estados Unidos responderão à sua queda no turismo internacional e a continuidade da expansão chinesa definirão os próximos capítulos deste setor vital para a economia global.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Visual Capitalist





