As televisões inteligentes estão redefinindo o cenário do comércio eletrônico, superando computadores de mesa e tablets como um canal de compras virtual. Em 2026, as TVs registraram 11% de participação nas compras online, ultrapassando os desktops (10%) e tablets (7%). A pesquisa da agência VML, que consultou 28 mil consumidores em 17 países, incluindo o Brasil, aponta que essa mudança reflete o avanço dos recursos de interatividade em smart TVs, permitindo transações diretamente na tela.
Ascensão da TV como Plataforma de Compras
O relatório "The Future Shopper" revela uma migração significativa no comportamento do consumidor. Enquanto a participação dos desktops nas compras online caiu de 13% em 2024 para 10% em 2026, e os tablets estagnaram em 7%, as TVs viram sua relevância crescer de 8% para 11% no mesmo período. Essa evolução é impulsionada por funcionalidades que integram a experiência de assistir a conteúdos com a possibilidade de realizar compras, especialmente em plataformas de streaming e transmissões ao vivo. A expansão da TV 3.0 no Brasil, que promete maior interatividade, pode acelerar ainda mais essa tendência no mercado local.
O Domínio Inabalável do Celular e o Impacto da IA
Apesar do avanço das TVs, o celular continua sendo o dispositivo preferido para compras online, detendo 40% de participação. Notebooks aparecem em seguida, com 15%. A pesquisa também destaca o crescente papel da inteligência artificial na jornada de compra: 82% dos entrevistados já utilizaram ferramentas de IA, como ChatGPT e Gemini, para auxiliar em suas decisões, seja para tirar dúvidas, comparar preços ou encontrar as melhores ofertas. Cerca de 45% dos consumidores expressaram entusiasmo com IAs que buscam ativamente os melhores preços em seu nome, indicando um futuro onde a automação desempenhará um papel ainda maior.
Desafios na Experiência do Consumidor
Contudo, a experiência de compra online, especialmente em dispositivos móveis, ainda apresenta desafios. Aproximadamente 40% dos consumidores sentem que comprar pelo celular é inferior à experiência em um computador, e 34% reclamam especificamente do processo de finalização da compra. Mais da metade dos entrevistados (55%) acredita que marcas e varejistas precisam aprimorar a navegação em plataformas móveis. Além disso, o excesso de notificações de aplicativos de compras leva 50% dos usuários a desinstalarem os apps, evidenciando a necessidade de um equilíbrio entre engajamento e saturação.
O Brasil na Vanguarda do E-commerce
No cenário global, a média de gastos em comércio eletrônico caiu para 51% em 2026, o menor índice desde 2021. No entanto, o Brasil se mantém como um mercado robusto para o e-commerce, com 58% dos gastos dos consumidores direcionados para compras online, superando o varejo físico (42%). O país se posiciona como o segundo maior mercado de consumo na internet, atrás apenas da China (59%), demonstrando uma forte adesão às plataformas digitais em comparação com outras nações sul-americanas.
A convergência entre entretenimento e consumo, mediada por tecnologias como smart TVs e inteligência artificial, molda um novo paradigma para o varejo. Enquanto o celular mantém sua liderança, a ascensão da TV como canal de compras e a integração da IA sugerem um futuro onde a conveniência e a personalização serão ainda mais cruciais para capturar a atenção do consumidor digital.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Tecnoblog





