A Ucrânia intensificou sua capacidade de ataque profundo ao território russo, executando no último fim de semana a maior ofensiva de drones já registrada contra Moscou. Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, a operação utilizou três modelos distintos de aeronaves de asa fixa, incluindo uma variante até então desconhecida, para superar uma das redes de defesa aérea mais densas do mundo.

O ataque, que envolveu mais de 120 drones segundo autoridades locais, visou infraestruturas críticas, como a planta de semicondutores Elma Technopark e uma estação de bombeamento de petróleo. A estratégia reflete uma mudança tática de Kiev: a aposta em munições de baixo custo, produzidas privadamente, para saturar sistemas antiaéreos como o S-400 russo.

A tecnologia por trás da ofensiva

O arsenal ucraniano revelado inclui o FP-1 Firepoint, o RS-1 Bars e o recém-identificado Bars-SM Gladiator. O FP-1 destaca-se por sua capacidade de carregar até 118 quilos de explosivos, sendo lançado via plataforma ferroviária com propulsão a jato. Com um custo unitário estimado em cerca de 50 mil dólares, a produção em escala industrial permite que a Ucrânia mantenha uma cadência de ataques difícil de ser sustentada apenas por interceptações convencionais.

O RS-1 Bars, por sua vez, opera como um híbrido entre drone e míssil de cruzeiro, alcançando alvos a até 800 quilômetros. A introdução do Bars-SM Gladiator sugere uma evolução técnica rápida, possivelmente integrando lições aprendidas com as falhas e sucessos dos modelos anteriores. A capacidade de projetar esses sistemas fora das linhas estatais tradicionais confere à Ucrânia uma agilidade de engenharia que tem desafiado as expectativas de Moscou.

O desafio à rede de defesa russa

Moscou mantém um cinturão de defesa multicamadas que inclui baterias S-300 e S-400, além de sistemas de curto alcance como o Pantsir. A eficácia ucraniana em penetrar esse perímetro, mesmo com drones de velocidade subsônica, indica uma sobrecarga deliberada. Ao utilizar centenas de unidades simultaneamente, o comando ucraniano força a exaustão dos estoques de mísseis interceptadores russos.

Este mecanismo de saturação é uma resposta direta ao volume de ataques russos contra cidades ucranianas. A tecnologia de

Source · Business Insider