O serviço Secure Net da Vodafone registrou um aumento expressivo no bloqueio de ameaças cibernéticas, impedindo mais de 3 bilhões de conexões perigosas entre abril e setembro. Este número representa uma duplicação em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela operadora. O principal motor por trás desse crescimento acentuado é a proliferação dos chamados "proxies residenciais", uma tática que permite que o tráfego malicioso pareça originar-se de residências comuns, em vez de servidores ou data centers.

Embora os proxies residenciais possuam aplicações legítimas, como testes de websites em diferentes localizações geográficas ou verificação de campanhas de marketing online, cibercriminosos os exploram para ocultar suas atividades ilícitas. Ao simular que o tráfego provém de usuários comuns, os atacantes dificultam o rastreamento, contornam bloqueios por endereço IP e aumentam a probabilidade de sucesso de seus golpes. A Vodafone alerta que dispositivos domésticos podem ser incorporados a essas redes sem o conhecimento de seus proprietários, seja pela instalação de aplicativos gratuitos que autorizam o compartilhamento de conexão, seja por infecção de malware.

Para combater essa crescente onda de ameaças, o Vodafone Secure Net atua diretamente na infraestrutura DNS da rede. O serviço identifica e bloqueia o acesso a domínios maliciosos e sites fraudulentos antes que eles possam comprometer os dispositivos dos usuários. Por operar na própria rede da operadora, a ferramenta não exige downloads, não consome recursos dos aparelhos e protege todas as linhas conectadas. A operadora também reforça dicas básicas de segurança, como desconfiar de links suspeitos, verificar URLs antes de inserir dados e manter sistemas atualizados.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España