A Zenk Space, startup aeroespacial sediada na China, garantiu um novo aporte de 180 milhões de yuans (cerca de US$ 26 milhões), segundo reportagem do portal especializado SpaceNews. A injeção de capital tem um destino imediato: financiar a primeira tentativa de lançamento orbital da companhia, programada para junho deste ano. O veículo escolhido para a missão inaugural é o Zhihang-1, um foguete da classe "kerolox", que utiliza uma mistura de querosene e oxigênio líquido como propelente. O movimento reflete a contínua mobilização de capital de risco em torno da infraestrutura de lançamento privada no mercado chinês.
A maturação do ecossistema de lançamento chinês
A rodada da Zenk Space ilustra uma dinâmica mais ampla no setor espacial da China, onde uma nova geração de empresas privadas busca consolidar capacidade de acesso à órbita terrestre. O desenvolvimento de foguetes kerolox tornou-se um marco técnico importante para essas companhias, oferecendo um equilíbrio entre custo, eficiência e viabilidade de reutilização futura, em contraste com os antigos propulsores a combustível sólido. Embora os detalhes específicos dos investidores por trás dos 180 milhões de yuans não tenham sido detalhados no relato preliminar, o volume levantado é característico das rodadas de financiamento que antecedem voos inaugurais — uma fase de alto risco técnico e financeiro.
O sucesso ou fracasso do Zhihang-1 em junho servirá como um teste de estresse não apenas para a engenharia da Zenk Space, mas para a tese de investimento que sustenta a proliferação de startups de lançamento no país. O ecossistema chinês tem sido impulsionado por uma combinação de diretrizes estatais favoráveis e capital privado, visando criar uma rede de fornecedores capaz de atender à crescente demanda por implantação de constelações de satélites.
O cronograma até junho exigirá que a empresa conclua as etapas finais de integração e testes de solo. A capacidade da Zenk Space de converter o novo financiamento em um voo orbital bem-sucedido determinará sua posição em um mercado interno cada vez mais povoado por competidores com ambições semelhantes.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · SpaceNews





