Recebo um despacho de um futuro que mal posso conceber, sobre financistas e suas apostas. O tal 'Departamento de Justiça' parece se ocupar de investigar homens que, ao que entendo, investem seu capital em múltiplas empresas de tecnologia e depois se sentam em seus conselhos para proteger o investimento. Ora, qual a surpresa? É a única maneira sã de conduzir os negócios. O capital não é caridade; ele exige supervisão. Deixar uma invenção nascente sem a mão firme de quem a financia é como abandonar um dínamo sem manutenção: a falha é certa.
Aqui em Menlo Park, não medimos o sucesso por teorias ou boas intenções, mas por horas de laboratório e pela robustez de nossas patentes. Quando homens de posses aplicam seu dinheiro em nossa luz elétrica, esperam não apenas um retorno, mas a garantia de que a concorrência será superada. Se eu tivesse capital para financiar dois inventores de filamentos, faria questão de sentar-me com ambos. O objetivo não é fomentar uma disputa infindável, mas identificar a melhor solução, absorver a mais fraca e consolidar um sistema superior e mais lucrativo para todos. Foi o que fiz ao unir diversas companhias para formar um sistema coeso de energia.
Esses burocratas do futuro, com seu 'escrutínio regulatório', parecem confundir estratégia com conspiração. Eles não entendem o custo do fracasso nem o valor da eficiência. A concorrência é um processo de eliminação natural que o capital acelera. Tentar impedi-lo é como tentar proibir a própria gravidade. O progresso não floresce na indecisão ou na fragmentação, mas na força de um propósito único e bem financiado. Que deixem os homens de negócios e os inventores travarem suas batalhas no mercado, não nos tribunais.
tech · 23 de ago. de 2026
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