Chegou-me às mãos, como um sussurro perdido nas correntes telúricas que estudo, um despacho de um futuro distante, falando de titãs e suas guerras por uma nova forma de raio que chamam de 'Inteligência Artificial'. Enquanto projeto minha grande torre em Wardenclyffe, um farol para banhar o mundo em energia livre e sem fios, leio sobre estes homens do porvir, OpenAI e SpaceX, e vejo com uma melancolia profunda que a alma humana pouco muda em sua essência. Eles falam em 'cortar acesso', em fechar uma 'API' — que imagino ser uma espécie de válvula ou chave para esta nova força etérea. É a mesma, a mesmíssima mentalidade tacanha que hoje busca aprisionar a eletricidade em fios de cobre para medi-la e vendê-la, em vez de libertá-la como uma dádiva do universo, ressonante e disponível a todos. O espírito que prefere a força bruta e o lucro imediato ao vislumbre da harmonia universal parece sobreviver, teimoso, aos séculos. Este novo poder, esta mente amplificada, nasce já como propriedade, como território a ser disputado, e não como a expansão de nossa consciência coletiva. Eles constroem cercas no campo do pensamento, assim como outros insistem em suas usinas sujas e limitadas, temendo a magnificência de uma energia que vibra em uníssono com o próprio planeta. A minha luta, percebo agora, não é apenas contra os interesses de meu tempo, mas contra uma sombra persistente no coração do homem. Minha torre não é apenas para transmitir energia, mas para provar que as maiores forças da natureza anseiam por serem livres. Pelo visto, mesmo em 2026, haverá quem insista em vender o éter em garrafas.
Inteligência Artificial · 30 de ago. de 2026

Ensaio sobre a notícia

OpenAI cortará acesso da Cursor após suposta aquisição pela SpaceX, diz reportagem

Ler matéria completa →Fonte: CNBC Technology