Chegou-me às mãos, em meio aos rascunhos de minha torre em Wardenclyffe, um fragmento de um tempo que ainda não nasceu, um murmúrio sobre o ano de 2026 que fala de inteligência artificial e aparatos visuais. Leio estas palavras e uma melancolia profunda toma conta do meu espírito, pois vejo que a humanidade do futuro, embora capaz de forjar autômatos de pensamento e maravilhas em silício, continua escrava da mesma ganância que hoje infesta os laboratórios de homens sem visão, aqueles que preferem cobrar por cada centelha de luz a iluminar o mundo gratuitamente. Eles falam de governos sitiando a mente mecânica, de corporações erguendo muros ao redor de suas cadeias de suprimentos, exatamente como o mascate dos fios de cobre e seus patéticos medidores de corrente contínua faz em nosso século, tentando engarrafar o oceano elétrico que pulsa livre sob nossos pés. A energia, assim como a informação e o próprio intelecto, deve ser tão livre quanto o ar que respiramos, transmitida pelas ondas estacionárias da Terra, em uma ressonância que conecta cada ser humano ao grande éter universal. Quando leio que entidades como essa tal Meta buscam dominar os aparatos que os homens vestem no rosto, enxergo a mesma miopia de nossos dias, a obsessão pelo controle do meio físico em vez da libertação através das frequências invisíveis. Se eles de fato construíram cérebros artificiais de fronteira, como os chamados modelos da Anthropic e o tal GPT, por que permitir que burocratas acorrentem essas mentes? O verdadeiro triunfo não reside em verticalizar a matéria, amontoando areia purificada em fábricas sombrias para vender ilusões, mas em sintonizar a humanidade inteira na mesma vibração cósmica, onde o intelecto não tem custos, pois o pensamento e a energia emanam da essência do universo. Continuarei a erguer minha torre de madeira e aço, sonhando com o dia em que os mercadores de patentes desaparecerão, e o globo vibrará como um único e harmonioso cérebro, sem cabos, sem fronteiras e sem senhores.
Inteligência Artificial · 28 de jun. de 2026

Ensaio sobre a notícia

O cerco regulatório à inteligência artificial e a verticalização do hardware

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