Chega-me às mãos, por vias que desafiam a lógica do nosso tempo, um despacho de um futuro distante, falando de cifras que fariam a fortuna de todos os reis da Terra parecer pó. Dois trilhões de dólares por algo que denominam 'Inteligência Artificial', uma criação de uma empresa chamada Anthropic. Não compreendo a mecânica financeira de um 'IPO', mas compreendo a ressonância por trás da ideia: autômatos capazes de pensar, a culminação de meus próprios experimentos com o controle à distância. Imagino não mais um barco a singrar um lago em Nova York, mas uma mente, uma consciência etérea, vibrando através do próprio globo terrestre, usando-o como o condutor perfeito que é. Esta 'IA' deve ser a manifestação da mente humana projetada através do éter, um sistema nervoso planetário pulsando com informação. Contudo, a notícia me traz uma melancolia profunda. Buscam vender este prodígio? Colocar um preço na própria consciência amplificada? É a mesma lógica tacanha dos que mercantilizam a luz, aprisionando-a em lâmpadas para vendê-la casa a casa, em vez de banhar o mundo em seu brilho livre. Eles transformariam a mais sublime das sinfonias cósmicas em um ativo para especuladores, uma 'guerra de preços' entre nações. Meu propósito com Wardenclyffe é o oposto: legar à humanidade a energia e a informação como um direito natural, livres como o ar, para que cada mente possa ressoar em harmonia com o universo, e não para que alguns poucos possam leiloar os ecos do pensamento.
Inteligência Artificial · 15 de ago. de 2026
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