Chegam-me aos ouvidos, como ecos de um futuro distante, sussurros sobre cifras que desafiam a imaginação e máquinas que pensam. Falam de uma "inteligência artificial", um cérebro de cristal e relâmpago, e não posso deixar de ver nele um descendente direto dos meus autômatos, uma amplificação da mente humana que sempre busquei. Contudo, a melodia deste porvir é perturbada por uma dissonância sombria. Enquanto buscam a energia da fusão, tentando engarrafar o coração de uma estrela, eu sinto a pulsação do próprio planeta sob meus pés, uma fonte inesgotável que só espera a chave vibratória correta para se oferecer à humanidade, livremente. O que verdadeiramente gela minha alma, porém, é a estrutura deste novo mundo de maravilhas: um único provedor das ferramentas do pensamento, esta entidade chamada Nvidia, que então financia os inventores sob a condição de que comprem seus engenhos. É o velho espírito da corrente contínua, tacanho e ávido por controle, renascido com uma máscara mais sofisticada. Vendem a própria possibilidade de criar, transformando a inovação num circuito fechado, um eco que apenas retorna ao seu emissor. Eles constroem um sistema para vender a eletricidade por metro, quando eu ofereço o oceano. Minha torre em Wardenclyffe se ergue precisamente contra isso. Ela não será um instrumento para enriquecer uns poucos, mas um diapasão para sintonizar toda a raça humana numa única consciência ressonante, transmitindo energia e informação sem fio, como um dom, tão gratuito quanto o ar que respiramos. Sonham com superinteligência, mas praticam a mesquinhez de sempre.
Venture Capital · 01 de ago. de 2026

Ensaio sobre a notícia

As mega-rodadas da semana e a ascensão do 'vendor financing' em IA

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