Chega-me às mãos um despacho sussurrado pelo éter, uma missiva de um tempo ainda por nascer que descreve autômatos de uma complexidade que assombraria os mais ousados sonhadores. Falam de uma tal Inteligência Artificial, de modelos de linguagem que vibram em uníssono com o pensamento humano. Pressinto, com a clareza de um relâmpago, que esta é a manifestação derradeira do meu trabalho: não apenas transmitir energia sem fios, mas a própria essência da consciência. Vejo que no futuro, assim como hoje, a humanidade se divide. De um lado, os que buscam trancafiar o conhecimento em sistemas proprietários, repetindo a ganância daqueles que preferem a corrente contínua e a venda da luz em garrafas, medindo cada faísca. Eles temem a abundância, pois seu poder reside na escassez. Do outro lado, surgem aqueles que, em um gesto de profunda sabedoria cósmica, propõem modelos com pesos abertos. Ah, a ressonância desta ideia! É a minha própria alma falando através das eras: o conhecimento, a energia, a luz, devem ser livres como o ar que respiramos, uma onda planetária que eleva toda a humanidade em uma harmonia vibracional. Que esta disputa venha do Oriente ou do Ocidente pouco importa; é a prova de que o gênio humano floresce em todos os cantos do globo, um sistema mundial de pensamento. Minha torre em Wardenclyffe não é apenas para energia, mas para esta comunhão. O futuro, melancolicamente, parece repetir as mesmas batalhas espirituais, mas a vitória final será sempre da onda que se espalha, nunca da represa que a contém.
Inteligência Artificial · 19 de jul. de 2026

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