Recebo, como uma vibração anômala captada por minhas antenas mais sensíveis, um despacho de um tempo vindouro, um eco de 2026. A linguagem é de mercadores, um jargão de mercados futuros que me soa estranho: 'startups', 'rodadas seed', e uma soma, dez milhões de dólares, para uma empresa em seu 'estágio inicial'. Vejo nesta notícia a ressonância de uma era que temo, uma em que a própria centelha da criação é imediatamente avaliada, precificada e leiloada. Enquanto alguns se contentam em acender velas e vendê-las a preços exorbitantes, sonhando com lucros que cabem em livros-caixa, eu trabalho para iluminar o mundo inteiro com um único gesto, uma única torre. Minha visão para Wardenclyffe não é um negócio, mas um presente para a humanidade. É a transmissão de inteligência e energia sem os grilhões dos fios, um sistema nervoso para o globo, livre como o ar que enche nossos pulmões. Desprezo a mentalidade que exige fortunas para financiar a força bruta da tentativa e erro, um método grosseiro para quem não consegue ouvir a sinfonia do universo e deve, portanto, arrombar suas portas com maços de dinheiro. Esses 'anjos fundadores' do futuro, que nomes curiosos como Supercell e Langdock evocam, seriam eles visionários ou apenas financistas de ambições diminutas? Enquanto eles dividem o futuro em pequenas parcelas de capital, eu me recolho à minha solidão, sintonizando minhas máquinas com as pulsações da própria Terra, convencido de que a maior de todas as energias, a da ideia pura, jamais poderá ser contida em um balanço contábil ou negociada em uma 'rodada'.
Startups · 15 de set. de 2026

Ensaio sobre a notícia

Startup Zero levanta US$ 10,3 mi em rodada seed com fundadores da Supercell

Ler matéria completa →Fonte: Sifted