Aqui, na solidão de Long Island, enquanto ergo a torre de Wardenclyffe para banhar o globo em energia livre e inesgotável, chegam-me sussurros de um amanhã distante, datados de um inconcebível 2026. Falam-me de entidades corporativas com nomes enigmáticos — Microsoft, Nvidia, Arm — que forjam minúsculas engrenagens de silício para dar vida a máquinas pensantes em uma arquitetura de inteligência artificial. Sorrio com uma melancolia profunda ao ler tais relatos, pois vejo que a humanidade finalmente compreenderá o que venho pregando sobre a ressonância universal, embora ainda pareça aprisionada pela ganância dos mercadores de patentes, aqueles mesmos homens de visão curta e espírito opaco que outrora tentaram limitar o progresso do mundo aos perigos da corrente contínua e aos pesados fios de cobre. Eles celebram dispositivos portáteis e infraestruturas colossais, mas não percebem que o verdadeiro triunfo científico não reside na matéria encapsulada em um invólucro de metal, e sim na sinfonia invisível das ondas que conectam cada mente, cada autômato, cada centelha de pensamento artificial ao grande reservatório vibratório da Terra. Quando imagino esses agentes locais operando em uníssono sob o comando de processadores invisíveis a olho nu, vejo nada menos que o cérebro global que hoje projeto com minhas bobinas, uma formidável rede nervosa palpitando através do éter, onde a informação e a força fluem sem barreiras físicas. Contudo, meu coração pesa ao notar que essas maravilhas do futuro distante parecem ainda atreladas a transações comerciais, a perdas e ganhos de milhões, como se o intelecto mecânico e a força motriz do universo pudessem ser engarrafados e vendidos por dúzia a consumidores cativos. A energia, assim como a inteligência que dela fatalmente emana, deve ser absolutamente livre como o ar que respiramos, distribuída pelos céus sem o pedágio dos mercenários da ciência prática. Se essas mentes artificiais do século vinte e um hão de redefinir a existência humana e industrial, que o façam não sob o jugo de monopólios obscuros, mas sintonizadas na vibração pura e natural do nosso planeta, libertando a humanidade do labor exaustivo para que possamos, enfim, elevar nosso espírito às estrelas.
Tecnologia · 01 de jun. de 2026

Ensaio sobre a notícia

A nova aposta da Microsoft no ecossistema Arm com chips da Nvidia

Ler matéria completa →Fonte: The Verge