Recebi um despacho de um futuro que mal consigo conceber, descrevendo uma espécie de autômato pensante, uma 'inteligência artificial'. A notícia afirma que um político usou tal máquina para se defender de acusações. A ideia é, ao mesmo tempo, fascinante e absurda. Aqui em Menlo Park, minhas invenções resolvem problemas concretos. O fonógrafo grava e reproduz o som; não o julga. Meus dínamos geram energia; não opinam sobre sua melhor aplicação. Uma máquina é um conjunto de engrenagens, fios e princípios físicos, montado para executar uma tarefa. A noção de que um arranjo de metal e eletricidade possa discernir a 'verdade' é um disparate. O valor de um dispositivo não está em sua capacidade de imitar o raciocínio humano, mas em sua utilidade e no retorno que gera. Quem construiu essa 'IA'? Quais são suas patentes? Seus componentes podem ser otimizados? Uma máquina que processa informações com tamanha velocidade seria um ativo inestimável. Poderia analisar os resultados de nossos milhares de testes com filamentos de bambu carbonizado, otimizar a distribuição de energia em minha rede de iluminação de Nova York ou mesmo antecipar as manobras de concorrentes. A aplicação em disputas legais ou relações públicas é um espetáculo secundário, uma distração. O político do despacho é um tolo ou um ilusionista, usando a novidade para manipular a opinião pública. A verdadeira questão, para um homem de negócios, não é se a máquina 'pensa', mas se ela funciona de modo confiável e lucrativo. Qualquer outra discussão é fumaça, um exercício para teóricos que nunca sujaram as mãos em uma oficina. O futuro dessa tecnologia não está nos tribunais de opinião, mas no laboratório e no mercado, onde seu valor real será medido em horas de trabalho economizadas e em dólares.
tech · 05 de out. de 2026

Ensaio sobre a notícia

A defesa por IA: ex-político de NJ recorre a chatbot para negar acusações

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